I - As medidas protetivas de urgência (MPUs) têm natureza jurídica de tutela inibitória e sua vigência não se subordina à existência (atual ou vindoura) de boletim de ocorrência, inquérito policial, processo cível ou criminal.II - A duração das MPUs vincula-se à persiste^ncia da situação de risco à mulher, razão pela qual devem ser fixadas por prazo temporalmente indeterminado;III - Eventual reconhecimento de causa de extinção de punibilidade, arquivamento do inquérito policial ou absolvição do acusado não origina, necessariamente, a extinção da medida protetiva de urgência, máxime pela possibilidade de persistência da situação de risco ensejadora da concessão da medida.IV - Não se submetem a prazo obrigatório de revisão periódica, mas devem ser reavaliadas pelo magistrado, de ofício ou a pedido do interessado, quando constatado concretamente o esvaziamento da situação de risco. A revogação deve sempre ser precedida de contraditório, com as oitivas da vítima e do suposto agressor. Em caso de extinção da medida, a ofendida deve ser comunicada, nos termos do art. 21 da Lei n. 11.340/2006.
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A vigência das medidas protetivas de urgência não se subordina à existência de boletim de ocorrência, inquérito policial ou processo cível ou criminal, nem o eventual arquivamento do inquérito ou a absolvição do acusado extinguem, necessariamente, a medida,…
As medidas protetivas de urgência previstas na Lei n. 11.340/2006 possuem natureza de tutela inibitória e devem subsistir enquanto persistir a situação de risco à mulher, não estando sua vigência condicionada à existência de inquérito policial ou processo…
A simples invocação do art. 109, IV, da Constituição Federal não é suficiente, por si só, para deslocar a competência para a Justiça Federal no tocante às medidas protetivas, dada a natureza autônoma dessas medidas, bem como à competência específica da Vara…
As medidas protetivas de urgência possuem natureza inibitória, independem de procedimentos criminais ou cíveis, e sua vigência condiciona-se à persistência do risco à vítima.
Agravo regimental interposto contra decisão que denegou ordem em habeas corpus voltada à revogação da medida cautelar de monitoramento eletrônico (tornozeleira) imposta no âmbito de medidas protetivas de urgência, com alegação de constrangimento ilegal por…
Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que negou provimento a recurso em habeas corpus voltado à revogação de medidas protetivas de urgência impostas no âmbito da Lei n. 11.340/2006, consistentes em afastamento do lar e proibição de…
Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que, com fulcro no art. 34, XX, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheceu de habeas corpus substitutivo de recurso próprio e manteve a prorrogação de medidas protetivas de…
Agravo regimental contra decisão monocrática que negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, mantendo acórdão do Tribunal de Justiça estadual que denegou a ordem e preservou medidas protetivas de urgência impostas com fundamento na Lei n.…
Nos termos da Súmula n. 701 do Supremo Tribunal Federal, é obrigatória a citação do réu como litisconsorte passivo no mandado de segurança impetrado pelo Ministério Público contra decisão proferida em processo penal; a jurisprudência desta Sexta Turma…
Agravo regimental contra decisão monocrática da Presidência do STJ que não conheceu do agravo em recurso especial, com base na Súmula 182/STJ. O Relator reconsidera a decisão agravada e prossegue na análise da controvérsia subjacente.
Processo Penal
Medidas protetivas de urgência (lei maria da penha)
Agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, por meio do qual se pretendia (i) a revogação ou modificação de medidas protetivas de urgência impostas no âmbito da Lei Maria da Penha; e (ii) a…
Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus e manteve a prorrogação, por prazo indeterminado, de medidas protetivas de urgência consistentes em proibição de aproximação e de contato, com…
As medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha possuem natureza jurídica de tutela inibitória e não se subordinam a prazo determinado de vigência ou à existência de inquérito ou processo penal, estendendo-se enquanto persistir a situação…
Agravo regimental interposto pela defesa contra decisão monocrática que negou provimento a recurso em habeas corpus, no qual se buscava o trancamento de ação penal instaurada pela suposta prática do delito de descumprimento de medidas protetivas de urgência…
Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, mantendo medidas protetivas de urgência prorrogadas por prazo indeterminado no contexto de violência doméstica, com fundamento no Tema…
Direito Penal
Violência doméstica
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