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Jurisprudências

STJAgInt no AREsp 2.621.907

Negativa de prestação jurisdicional afastada: exame de matéria constitucional

Relator(a): Maria Isabel Gallotti

Ementa

AGRAVO INTERNO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL E EMPRESARIAL. INCIDENTE DE DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA INVERSA NO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL AFASTADA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO SOBRE CITAÇÃO DA SÓCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO STF E 211 DO STJ. EXAME DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. NÃO CABIMENTO. CONFUSÃO PATRIMONIAL E DESVIO DE FINALIDADE. RECONHECIMENTO PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVISÃO. SÚMULA 7/STJ. ALINHAMENTO JURISPRUDENCIAL. SÚMULA 83 DO STJ. DECISÃO MANTIDA.

1. O acórdão recorrido analisou todas as questões necessárias ao deslinde da controvérsia, não se configurando negativa de prestação jurisdicional.

2. A alegada afronta aos arts. 7º, 9º, 10, 135 e 136 do CPC, no tocante à ausência de citação da sócia no incidente de desconsideração da personalidade jurídica inversa, não foi objeto de debate na Corte de origem, a qual nem sequer foi provocada a se manifestar a respeito por embargos de declaração, o que atrai a incidência dos óbices das Súmulas 282 e 356 do STF e 211 do STJ.

3. Não compete a esta Corte Superior a análise de violação a dispositivos constitucionais, sob pena de usurpação da competência atribuída exclusivamente ao STF.

4. Rever as conclusões do acórdão recorrido quanto à existência de confusão patrimonial e desvio de finalidade a autorizar a desconsideração inversa da personalidade jurídica ensejaria o reexame de matéria fático-probatória (Súmula 7/STJ).

5. Agravo interno a que se nega provimento.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 12/05/2026 a 18/05/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs. Ministros Antonio Carlos Ferreira, Luís Carlos Gambogi (Desembargador Convocado do TJMG), João Otávio de Noronha e Raul Araújo votaram com a Sra. Ministra Relatora. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.

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