TSTAg-AIRR 0000070-28.2022.5.06.0010
Adesão ao pdv: quitação do contrato de trabalho
Relator(a): LIANA CHAIB
- Direito Civil
- Direito do Trabalho
- Adesão ao pdv
- Quitação do contrato de trabalho
- Efeitos
- Ausência de previsão em norma coletiva
- Adicional de periculosidade
- Trabalho habitual em área de risco
Ementa
AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. ACÓRDÃO REGIONAL PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.467/2017. ADESÃO AO PDV – QUITAÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO – EFEITOS – AUSÊNCIA DE PREVISÃO EM NORMA COLETIVA. O cerne da controvérsia gira em torno da eficácia da quitação dada pelo empregado pela adesão ao PDV quando inexistente previsão em norma coletiva. Assim, ausente a previsão em norma coletiva, é de se concluir que a situação dos presentes autos não se enquadra nas hipóteses em que se aplica a tese firmada, em repercussão geral, pelo Supremo Tribunal Federal, no Tema 152. Precedentes envolvendo a mesma reclamada. Nota-se que a tese adotada no acórdão regional recorrido se harmoniza com a jurisprudência deste TST, no sentido de que a adesão do empregado ao plano de incentivo à demissão voluntária ou à aposentadoria, implica quitação tão somente das parcelas e valores constantes do recibo, consoante disposto na Orientação Jurisprudencial 270 da SBDI-1. Estando a decisão recorrida em consonância com a iterativa, notória e atual jurisprudência desta Corte, consubstanciada na OJ nº 270 da SBDI-1 do TST nº 270, aplica-se, o óbice do artigo 896, § 7º, da Consolidação das Leis do Trabalho e da Súmula nº 333 do TST. Agravo interno a que se nega provimento. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE – TRABALHO HABITUAL EM ÁREA DE RISCO. O TRT, ao manter a condenação da reclamada no pagamento do adicional de periculosidade, eis que constatado que, de forma habitual e intermitente, o reclamante encontrava-se dentro das áreas de abastecimento de inflamáveis, consideradas áreas de risco, nos termos do Anexo 2, quadro item 3, letra "q", da NR-16 do MTE, decidiu em consonância com o item I da Súmula nº 364 do TST, o que atrai a aplicação do óbice do artigo 896, § 7º, da Consolidação das Leis do Trabalho e da Súmula nº 333 do TST. Ademais, para se adotar conclusão diversa da exposta pelo TRT, necessário seria o revolvimento dos fatos e das provas, o que encontra óbice na Súmula nº 126 do TST. Agravo interno a que se nega provimento.
Decisão
Acordam os Ministros por unanimidade, conhecer do agravo interno e, no mérito, negar-lhe provimento. Brasília, 17 de dezembro de 2024. LIANA CHAIB Ministra Relatora