STJAgRg no HC 1.108.820
Ausência de flagrante ilegalidade: tráfico de drogas
Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca
- Processo Penal
- Direito Penal
- Ausência de flagrante ilegalidade
- Tráfico de drogas
- Reincidência e maus antecedentes
- Inaplicabilidade
- Alegação de erro de fato
- Impossibilidade de revolvimento fático-probatório na via eleita
Ementa
PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. AUSÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. TRÁFICO DE DROGAS. REINCIDÊNCIA E MAUS ANTECEDENTES. ART. 33, § 4º, DA LEI N. 11.343/2006. INAPLICABILIDADE. ALEGAÇÃO DE ERRO DE FATO. IMPOSSIBILIDADE DE REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO NA VIA ELEITA. DESPROPORCIONALIDADE DA PENA EM RELAÇÃO AO CORRÉU. DISTINÇÃO OBJETIVA DE SITUAÇÕES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. O habeas corpus não pode ser utilizado como substituto de recurso próprio, consoante dispõe o art. 105, II, "a", e III, da Constituição Federal, sendo excepcional a concessão de ordem de ofício quando verificada flagrante ilegalidade.
2. No caso, não se constatou flagrante ilegalidade apta a justificar o conhecimento excepcional do writ, razão pela qual a decisão agravada que indeferiu liminarmente a impetração deve ser mantida.
3. A reincidência e os maus antecedentes afastam a incidência da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, por inexistência dos requisitos cumulativos de primariedade e bons antecedentes.
4. A alegação de erro de fato na valoração dos antecedentes e de reincidência demanda revolvimento fático-probatório, providência inviável na via estreita do habeas corpus.
5. A desproporcionalidade da pena e do regime inicial em comparação ao corréu não se verifica, porque há distinção objetiva das situações, com reconhecimento de maus antecedentes e reincidência exclusivamente em relação ao agravante.
6. Agravo regimental não prov ido.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.