TSTAg-AIRR 0100589-65.2021.5.01.0016
Diferenças salariais: piso salarial
Relator(a): MAURICIO GODINHO DELGADO
- Direito Constitucional
- Direito do Trabalho
- Diferenças salariais
- Piso salarial
- Categoria profissional diferenciada
- Vigência de norma coletiva não comprovada
- Obrigatoriedade de observância ao piso estipulado em lei estadual
- Óbice da súmula 126 do TST
Ementa
AGRAVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. 1. DIFERENÇAS SALARIAIS. PISO SALARIAL. CATEGORIA PROFISSIONAL DIFERENCIADA. RESPEITO AO ENTENDIMENTO ADOTADO PELO STF NO JULGAMENTO DAS ADI'S 4364/SC E 4391/RJ. VIGÊNCIA DE NORMA COLETIVA NÃO COMPROVADA. OBRIGATORIEDADE DE OBSERVÂNCIA AO PISO ESTIPULADO EM LEI ESTADUAL. ART. 1º DA LEI COMPLEMENTAR 103/2000. MATÉRIA FÁTICA. ÓBICE DA SÚMULA 126 DO TST. DECISÃO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO TST. ÓBICE DA SÚMULA 333 DO TST E DO ART. 896, §7º, DA CLT. 2. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. MATÉRIA FÁTICA. ÓBICE DA SÚMULA 126 DO TST. AUSÊNCIA DE TRANSCENDÊNCIA. 1. A matéria foi analisada sob o enfoque dos fatos e provas constantes nos autos, tornando-se inviável, em recurso de revista, reexaminar o conjunto probatório coligido em Juízo, por não se tratar o TST de suposta terceira instância, mas de Juízo rigorosamente extraordinário – limites da Súmula 126/TST. Além disso, a decisão regional está em consonância com a jurisprudência desta Corte sobre a matéria – o que novamente obsta o processamento do apelo, a teor da Súmula 333 do TST e do art. 896, §7º, da CLT. Portanto, a decisão agravada foi proferida em estrita observância às normas processuais (art. 557, caput, do CPC/1973; arts. 14 e 932, IV, "a", do CPC/2015), razão pela qual é insuscetível de reforma ou reconsideração. Agravo desprovido.
Decisão
Acordam os Ministros à unanimidade, negar provimento ao agravo. Brasília, 1 de setembro de 2026. Mauricio Godinho Delgado Ministro Relator