Pular para o conteúdo
PortalJUSTIÇA
Jurisprudências

TSTAg-RR 10013-49.2019.5.03.0013

Cota para empregados com deficiência: descumprimento de quota mínima exigida pelo artigo 93 da lei 8.213/91

Relator(a): Douglas Alencar Rodrigues

  • Direito do Trabalho
  • Direito de Família
  • Cota para empregados com deficiência
  • Descumprimento de quota mínima exigida pelo artigo 93 da lei 8.213/91
  • Adoção de medidas necessárias
  • Impossibilidade de contratação
  • Boa-fé da empregadora
  • Óbice da súmula 333 do TST

Ementa

AGRAVO EM RECURSO DE REVISTA. REGIDO PELA LEI 13.467/2017. COTA PARA EMPREGADOS COM DEFICIÊNCIA. DESCUMPRIMENTO DE QUOTA MÍNIMA EXIGIDA PELO ARTIGO 93 DA LEI 8.213/91. ADOÇÃO DE MEDIDAS NECESSÁRIAS. IMPOSSIBILIDADE DE CONTRATAÇÃO. BOA-FÉ DA EMPREGADORA. ÓBICE DA SÚMULA 333 DO TST. TRANSCENDÊNCIA NÃO RECONHECIDA NA DECISÃO AGRAVADA. 1. A controvérsia está centrada em definir sobre a validade de autos de infração lavrados com imposição de multas, ante o não atendimento do quórum mínimo legal para preenchimento de vagas por empregados com necessidades especiais (artigo 93, da Lei 8.213/91). 2. Extrai-se do acórdão regional que a cota a ser cumprida pela empresa era de 103 empregados com deficiência, e, diante da dificuldade em seu preenchimento, a Ré não cumpriu integralmente a cota mínima legal, deixando de preencher 55 cargos. Consta do voto vencido que o descumprimento do quantitativo de empregos previsto na Lei 8.213/91 deu-se exclusivamente em razão da impossibilidade material, eis que a documentação demonstra que a Ré envidou esforços acima da expectativa; publicou diversos anúncios em jornais de circulação regional e em sítio eletrônico especializado; e enviou comunicado a diversos órgãos (prefeituras e associações). Em que pese o esforço da empresa Ré em preencher a cota exigida por lei, tanto que foi capaz de contratar quase 50% do total da cota para empregados com deficiência, o Tribunal Regional concluiu que " a norma que determina o preenchimento da cota é absolutamente cogente e não dá margem a justificativas para seu não atendimento (...)." . 3. Esta Corte Superior consolidou o entendimento de que quando a empresa comprova que se propôs a cumprir os ditames legais, empreendendo todos os esforços no sentido de preencher o percentual de vagas para contratação de pessoas com necessidades especiais, mas não obteve êxito, é indevida imposição de penalidade administrativa. 4. Nesse sentido, deve ser mantida a decisão monocrática em que dado provimento ao recurso de revista da empresa Ré para reconhecer a nulidade do auto de infração, porquanto se revelou que a empresa Ré envidou esforços e valeu-se dos meios disponíveis para a contratação de profissionais com necessidades especiais, ainda que sem sucesso. Não afastados os fundamentos da decisão agravada, impõe-se a manutenção dela. Agravo não provido, com acréscimo de fundamentação.

Decisão

Acordam os Ministros por unanimidade, negar provimento ao agravo.

Indexação

Contratação de Reabilitados e Deficientes Habilitados; Infração Administrativa; Transcendência

Cookies e privacidade

Usamos cookies essenciais para o portal funcionar e, se você permitir, o Google Analytics para medir a audiência de forma agregada. Saiba mais na Política de privacidade.