Pular para o conteúdo
PortalJUSTIÇA
Jurisprudências

TSTAg-AIRR 1391-51.2017.5.09.0411

Prejudicado o exame dos critérios de transcendência

  • Direito Constitucional
  • Direito do Trabalho
  • Direito Marítimo e Portuário
  • Prejudicado o exame dos critérios de transcendência
  • Negativa de prestação jurisdicional
  • Ausência de transcrição das razões de embargos de declaração
  • Requisitos do art. 896, §1º-a, IV, da CLT não atendidos
  • Inviabilizada, portanto, a análise da nulidade suscitada
  • Trabalhador portuário avulso

Ementa

AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA SOB A ÉGIDE DA LEI 13.467/2017. PREJUDICADO O EXAME DOS CRITÉRIOS DE TRANSCENDÊNCIA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. AUSÊNCIA DE TRANSCRIÇÃO DAS RAZÕES DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REQUISITOS DO ART. 896, §1º-A, IV, DA CLT NÃO ATENDIDOS. Não obstante constar do apelo trancado o trecho da decisão proferida pelo Tribunal de origem, no julgamento dos embargos declaratórios, a parte desatendeu os ditames do inciso IV do § 1º-A do artigo 896 da CLT, pois deixou de transcrever o trecho das razões dos embargos declaratórios em que foi pedido o pronunciamento do TRT sobre a questão veiculada no recurso ordinário. Inviabilizada, portanto, a análise da nulidade suscitada. Não ficou demonstrado o desacerto da decisão monocrática que negou provimento ao agravo de instrumento. Agravo não provido. TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. ADICIONALDERISCO. ISONOMIA. TEMA Nº 222 DE REPERCUSSÃO GERAL. MOLDURA FÁTICA QUE ATESTA A COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE EMPREGADO COM VÍNCULO PERMANENTE NA MESMA ATIVIDADE RECEBENDO OADICIONALDERISCO. ÓBICE DA SÚMULA 126 DO TST. O Supremo Tribunal Federal, em sede de repercussão geral no julgamento do RE 597124/PR - Tema n222, em 03/06/2020, fixou o novo entendimento de que " o fato de os trabalhadores portuários avulsos sujeitarem-se a um regime de exploração diferenciado daqueles trabalhadores portuários com vínculo permanente não autoriza tratamento diferenciado entre eles, pois há norma constitucional explícita e específica de igualdade de direitos, de modo que, uma vez implementadas as condições legais específicas, ao trabalhador portuário avulso também é devido o adicional de riscos, previsto no art. 14 da Lei 4.860/1965, por imposição constitucional expressa ." In casu , o Regional decidiu em plena sintonia com o entendimento do STF porquanto foi demonstrado o pagamento do adicional de risco aos trabalhadores portuários com vínculo permanente. Note-se que o TRT foi expresso ao consignar que o reclamante demonstrou que, no seu local de trabalho, haviam operadores portuários com vínculo de emprego os quais " recebem o referido adicional " . Diante da conclusão do Tribunal Regional de que foi comprovada pelo reclamante a prestação de serviços no mesmo local e com idênticas funções dos empregados que recebem o adicional de risco, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório da ação trabalhista a fim de concluir de forma diversa, e, nesse passo, incide o óbice da Súmula 126 do TST ao processamento do apelo da reclamada . Não ficou demonstrado o desacerto da decisão monocrática que negou provimento ao agravo de instrumento. Agravo não provido.

Decisão

Acordam os Ministros por unanimidade, negar provimento ao agravo.

Indexação

Adicional de Insalubridade; Adicional de Risco; Negativa de Prestação Jurisdicional; Acordo e Convenção Coletivos de Trabalho

Cookies e privacidade

Usamos cookies essenciais para o portal funcionar e, se você permitir, o Google Analytics para medir a audiência de forma agregada. Saiba mais na Política de privacidade.