TSTAg-Emb 0011347-39.2023.5.18.0053
Benefício social familiar: contribuição social compulsória
Relator(a): EVANDRO PEREIRA VALADÃO LOPES
- Direito do Trabalho
- Direito Tributário
- Direito de Família
- Benefício social familiar
- Contribuição social compulsória
- Custeio pelas empresas
- Sindicato da categoria profissional como destinatário
- Previsão em norma coletiva
- Invalidade
Ementa
AGRAVO INTERNO DO SINDICATO RECLAMANTE. RECURSO DE REVISTA DA PARTE RECLAMADA. BENEFÍCIO SOCIAL FAMILIAR. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL COMPULSÓRIA. CUSTEIO PELAS EMPRESAS. SINDICATO DA CATEGORIA PROFISSIONAL COMO DESTINATÁRIO. PREVISÃO EM NORMA COLETIVA. INVALIDADE. TRANSCENDÊNCIA JURÍDICA RECONHECIDA NA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO UNIPESSOAL MANTIDA. I.Hipótese em que o Tribunal Regional da 18ª Região reconheceu a validade das normas coletivas instituidoras do benefício social familiar a ser custeado pelos empregadores, com base em tese firmada em IRDR julgado naquele Tribunal. II.O entendimento majoritário desta Corte Superior é de que são inválidas cláusulas de negociações coletivas em que se estabelece a compulsoriedade do pagamento de contribuições pelas empresas em prol dos sindicatos da categoria profissional, ainda que se trate de verba destinada a garantir benefícios aos empregados associados, por se entender que pode importar em ingerência indevida das atividades sindicais, suscetível de comprometer a autonomia e livre associação sindical (art. 8º, incisos I e V, da Constituição da República). Julgados. III.Nesse contexto, não merece reparos a decisão unipessoal agravada em que se deu provimento ao recurso de revista da empresa reclamada para excluir a condenação ao pagamento do benefício social familiar. IV. Agravo interno de que se conhece e a que se nega provimento.
Decisão
Acordam os Ministros à unanimidade, conhecer do agravo interno e, no mérito, negar-lhe provimento. Brasília, 9 de fevereiro de 2026. EVANDRO VALADÃO Ministro Relator