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Jurisprudências

TSTARR 10196-61.2016.5.03.0098

Eletricitário: base de cálculo do adicional de periculosidade

Relator(a): Delaíde Alves Miranda Arantes

  • Direito do Trabalho
  • Eletricitário
  • Base de cálculo do adicional de periculosidade
  • Empregado admitido anteriormente à lei nº 12.740/2012
  • Invalidade da norma coletiva
  • Julgados recentes da SBDI-1 do TST
  • Base de Cálculo

Ementa

RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO PELO RECLAMANTE. JULGAMENTO ANTERIOR PELA TURMA. DEVOLUÇÃO PARA O EXERCÍCIO DE EVENTUAL JUÍZO DE RETRATAÇÃO. ELETRICITÁRIO. BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. EMPREGADO ADMITIDO ANTERIORMENTE À LEI Nº 12.740/2012. INVALIDADE DA NORMA COLETIVA. 1. O Supremo Tribunal Federal, em 2/6/2022, ao julgar o ARE 1121633, com repercussão geral reconhecida no Tema 1046, deu provimento ao recurso extraordinário para fixar a tese de que são válidos acordos e convenções coletivas de trabalho que limitem ou suprimam direitos trabalhistas, independentemente da explicitação de vantagens compensatórias, desde que respeitados os direitos absolutamente indisponíveis. 2. Entretanto, no caso dos autos, por se tratar o adicional de periculosidade de matéria de natureza cogente e direito de indisponibilidade absoluta, não há falar em validade das normas coletivas que flexibilizam a sua base de cálculo, uma vez que o direito à parcela é constitucionalmente assegurado, e constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, matérias infensas à negociação coletiva. 3. Assim, o empregado eletricitário (ou equiparado) com contrato iniciado antes da vigência da Lei 12.740/12, como no caso, tem direito ao cálculo do adicional de periculosidade sobre a totalidade das verbas de natureza salarial, nos termos dos itens II e III da Súmula 191 do TST, ainda que haja norma coletiva estabelecendo base de cálculo inferior para a vantagem. Julgados recentes da SBDI-1 do TST . 4. Além disso, a jurisprudência também tem considerado que a redução da base de cálculo realizada pela citada Lei n. 12.740, de 2012, somente se aplica aos novos contratos, em face do princípio da irredutibilidade salarial, previsto no artigo 7º, VI, da CF, entendimento consubstanciado no item III do referido verbete jurisprudencial. 5. Nesse contexto, deixo de exercer o Juízo de retratação e determino a devolução dos autos à Vice-Presidência do TST .

Decisão

Acordam os Ministros por unanimidade, não exercer o juízo de retratação e determinar a devolução dos autos à Vice-Presidência do TST.

Indexação

Base de Cálculo; Plano de Cargos e Salários

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