STJAgRg no HC 1.109.473
Organização criminosa, extorsão e tortura: cadeia de custódia
Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca
- Direito Penal
- Processo Penal
- Direito Digital e Proteção de Dados
- Direitos Humanos
- Organização criminosa, extorsão e tortura
- Cadeia de custódia
- Prova digital printscreen
- Ausência de indícios concretos de adulteração ou comprometimento
- Conjunto probatório robusto e diversificado
- Inviabilidade na via estreita do habeas corpus
Ementa
PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, EXTORSÃO E TORTURA. CADEIA DE CUSTÓDIA. PROVA DIGITAL PRINTSCREEN. AUSÊNCIA DE INDÍCIOS CONCRETOS DE ADULTERAÇÃO OU COMPROMETIMENTO. CONJUNTO PROBATÓRIO ROBUSTO E DIVERSIFICADO. NECESSIDADE DE INCURSÃO FÁTICO-PROBATÓRIA PARA AFASTAR AS CONCLUSÕES DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. INVIABILIDADE NA VIA ESTREITA DO HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A quebra da cadeia de custódia não gera nulidade automática, exigindo demonstração específica de vício apto a comprometer a confiabilidade do elemento probatório e sua relevância causal para a conclusão condenatória.
2. Na origem, foi afastada a alegada irregularidade ao fundamento de que não havia indício concreto de adulteração ou comprometimento da prova digital impugnada, tendo a matéria sido apreciada, inclusive, com amparo nos depoimentos dos agentes responsáveis pela investigação.
3. A condenação não se lastreou exclusivamente no printscreen questionado, mas em conjunto probatório mais amplo, reconhecido pelas instâncias ordinárias.
4. O acolhimento da tese defensiva demandaria exame sobre a relevância específica da captura de tela na formação do convencimento, bem como revaloração do acervo fático-probatório, providências incompatíveis com a via estreita do habeas corpus.
5. Agravo regimental a que se nega provimento.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 27/08/2026 a 02/09/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.