STJAgRg no HC 1.051.268
Writ substitutivo de recurso ordinário: trancamento da ação penal
Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca
- Processo Penal
- Direito Penal
- Direito Civil
- Writ substitutivo de recurso ordinário
- Trancamento da ação penal
- Inexistência de ilegalidade flagrante
- Denúncia idônea
- Justa causa presente
- Necessidade de dilação probatória
Ementa
PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. WRIT SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. ALEGAÇÕES DE INADEQUAÇÃO TÍPICA, AUSÊNCIA DE DOLO E DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE FLAGRANTE. DENÚNCIA IDÔNEA. JUSTA CAUSA PRESENTE. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. O trancamento da ação penal por habeas corpus constitui medida excepcional, cabível apenas quando demonstradas, de plano e sem necessidade de revolvimento fático-probatório, a atipicidade da conduta, a inépcia da denúncia, a ausência de indícios de autoria e de prova da materialidade, ou a existência de causa extintiva da punibilidade.
2. No caso, a denúncia descreve de forma clara e individualizada a conduta imputada (arts. 20 e 2º-A da Lei n. 7.716/1989 e art. 147 do Código Penal), com referência ao contexto escolar, ao conteúdo do texto e aos desdobramentos concretos, evidenciando justa causa para a persecução penal.
3. As teses defensivas de inadequação típica, ausência de dolo e reconhecimento de desistência voluntária demandam análise aprofundada do iter criminis e do conjunto fático-probatório, providência incompatível com a via estreita do habeas corpus.
4. Agravo regimental não provido.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 27/08/2026 a 02/09/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.