Pular para o conteúdo
PortalJUSTIÇA
Jurisprudências

STJREsp 2.188.289

Contribuições previdenciárias: rubrica "geração débito quitação de trabalho"

Relator(a): Maria Thereza de Assis Moura

Ementa

DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. RUBRICA "GERAÇÃO DÉBITO QUITAÇÃO DE TRABALHO". INOCORRÊNCIA DE NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. NECESSIDADE DE REVISÃO DE FATOS E PROVAS A ATRAIR O ÓBICE DA SÚMULA Nº 7, STJ. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO, NÃO PROVIDO.

1. As conclusões jurídicas às quais chegou o Tribunal Regional não foram irrefletidas ou levianas, mas efetivamente ponderadas, considerando a totalidade do conjunto probatório, em especial o laudo pericial, o relatório da NFLD e os termos de confissão de dívida constantes dos autos, de modo que afasta-se a alegação de negativa de prestação jurisdicional.

2. A pretensão da parte recorrente de ver reconhecido que a verba "Geração Débito quitação de trabalho" teria natureza jurídica de mútuo civil entre o empregador e seus empregados, destinado a fim indenizatório - qual seja, de possibilitar que estes empregados frequentassem cursos relacionados a educação - é contrária às premissas fáticas estabelecidas pelo Tribunal a quo, considerando todas as circunstâncias tidas como provadas e não provadas. Tal pretensão da contribuinte, portanto, somente poderia ter sua procedência verificada mediante necessário reexame de matéria fático-probatória, o que é vedado pela Súmula nº 7, STJ.

3. A alegação de inadequada valoração da prova pericial esbarra no princípio do livre convencimento motivado, visto que o juiz é o destinatário final da prova e, portanto, não está adstrito ao laudo pericial, podendo formar sua convicção com base em outros elementos probatórios contidos nos autos. Desse modo, a pretensão de revisão da suficiência das provas, no caso concreto, exige incursão no conjunto fático-probatório, o que é vedado pela Súmula nº 7, STJ.

4. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, não provido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 06/08/2026 a 12/08/2026, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso, mas lhe negar provimento, nos termos do voto da Sra. Ministra Maria Thereza de Assis Moura. Os Srs. Ministros Marco Aurélio Bellizze, Teodoro Silva Santos, Afrânio Vilela e Francisco Falcão votaram com a Sra. Ministra Relatora. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Teodoro Silva Santos.

Cookies e privacidade

Usamos cookies essenciais para o portal funcionar e, se você permitir, o Google Analytics para medir a audiência de forma agregada. Saiba mais na Política de privacidade.