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Jurisprudências

STJAgRg no AREsp 3.289.082

Corrupção passiva: alegada insuficiência probatória

Relator(a): Carlos Pires Brandão

Ementa

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CORRUPÇÃO PASSIVA. ALEGADA INSUFICIÊNCIA PROBATÓRIA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS Nº 7/STJ E Nº 83/STJ. RECURSO NÃO PROVIDO.

I. CASO EM EXAME

1. Agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do agravo para conhecer do recurso especial e negar-lhe provimento, em razão da incidência da Súmula nº 7/STJ, quanto à pretensão absolutória por insuficiência probatória e da Súmula nº 83/STJ, quanto à consumação do crime de corrupção passiva na modalidade solicitar.

II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

2. Há três questões em discussão: (i) saber se a alegação de revaloração jurídica das provas afasta o óbice da Súmula nº 7/STJ; (ii) saber se há negativa de vigência ao art. 156 do CPP e aplicação do art. 386, VII, do CPP diante do conjunto probatório reconhecido pelas instâncias ordinárias; e (iii) saber se a compreensão de que a corrupção passiva se consuma pela mera solicitação, em razão da função, atrai a Súmula nº 83/STJ.

III. RAZÕES DE DECIDIR

3. A invocação de revaloração jurídica, de eventual insuficiência probatória e de dúvida relevante não se sustenta quando a controvérsia demanda rediscutir a suficiência, a credibilidade e a coesão das provas, especialmente quando o acórdão de origem reconhece materialidade e autoria com base em elementos colhidos sob contraditório. A aferição pressupõe reexame do acervo instrutório, o que não se compatibiliza com o recurso especial.

4. A compreensão de que o crime de corrupção passiva se consuma com a mera solicitação de vantagem indevida, vinculada ao exercício da função, está em consonância com a orientação do Superior Tribunal de Justiça, atraindo a aplicação da Súmula nº 83/STJ.

IV. DISPOSITIVO

5. Agravo regimental não provido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. A Sra. Ministra Nilsoni de Freitas (Desembargadora Convocada do TJDFT) e os Srs. Ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior e Rogerio Schietti Cruz votaram com o Sr. Ministro Relator.

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