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Jurisprudências

STJAgRg no AgRg no AREsp 3.124.231

Substituição de patrono: impossibilidade

Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca

  • Processo Penal
  • Direito Penal
  • Substituição de patrono
  • Impossibilidade
  • Sustentação oral
  • Inexistência de previsão legal para a hipótese
  • Inovação recursal
  • Inadequação

Ementa

PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. SUBSTITUIÇÃO DE PATRONO. PEDIDO DE INTERRUPÇÃO E REABERTURA DE PRAZO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. SUSTENTAÇÃO ORAL. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL PARA A HIPÓTESE. INOVAÇÃO RECURSAL. INADEQUAÇÃO. PEDIDO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

1. A substituição de patrono não autoriza a interrupção ou a reabertura do prazo recursal, pois " a constituição de novo patrono em favor do réu não tem o condão de dilatar ou restituir prazos em seu favor, pois recebe o processo no estado em que se encontra" (AgRg no REsp n. 2.192.192/SP, relator Ministro Og Fernandes, Sexta Turma, julgado em 24/6/2026, DJEN de 2/7/2026).

2. Não cabe sustentação oral no julgamento de agravo regimental interposto contra decisão monocrática em agravo em recurso especial, por ausência de previsão no § 2º-B do art. 7º da Lei n. 8.906/1994.

3. As pretensões relativas à manutenção em liberdade, aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, abrandamento do regime inicial e prisão domiciliar noturna configuram inovação recursal, por não terem sido objeto da decisão agravada, sendo inadmissível sua inauguração nesta sede.

4. A concessão de habeas corpus de ofício não se presta a suprir vícios processuais ou a contornar requisitos de admissibilidade recursal, tratando-se de medida excepcional condicionada à constatação de flagrante ilegalidade pelo órgão julgador.

5. Agravo regimental não provido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

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