STJAgRg no HC 892.838
Tráfico de drogas, e associação para o tráfico: nulidade do flagrante
Relator(a): Joel Ilan Paciornik
- Processo Penal
- Direito Penal
- Tráfico de drogas, e associação para o tráfico
- Nulidade do flagrante
- Absolvição
- Impossiblidade
- Necessidade de exame aprofundado de provas
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. TRÁFICO DE DROGAS, E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. NULIDADE DO FLAGRANTE. INOCORRÊNCIA. ABSOLVIÇÃO. IMPOSSIBLIDADE. NECESSIDADE DE EXAME APROFUNDADO DE PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do habeas corpus, em que a agravante alega violação de domicílio e ausência de provas para condenação por tráfico de drogas e associação para tal fim.
II. Questão em discussão
2. A questão em discussão consiste em saber se houve violação de domicílio que maculasse as provas obtidas, se as práticas de tráfico de drogas e associação para o tráfico foram devidamente comprovadas.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. A entrada no domicílio foi justificada por fundadas razões de flagrante delito, corroboradas por apreensões de drogas e apetrechos indicativos de tráfico, não configurando violação ilegal.
4. As provas colhidas, incluindo depoimentos de policiais e apreensões, foram consideradas suficientes para comprovar as práticas de tráfico de drogas e associação para tal fim.
IV. Dispositivo e tese
5. Agravo desprovido.
Tese de julgamento: "1. A entrada em domicílio sem mandado é lícita quando há fundadas razões de flagrante delito. 2. Provas testemunhais e materiais são suficientes para condenação por tráfico e associação para o tráfico".
Dispositivos relevantes citados: CF/1988, art. 5º, XI; Lei nº 11.343/2006, arts. 33 e 35.
Jurisprudência relevante citada: STF, RE 603.616/RO, Rel. Min. Gilmar Mendes; STJ, AgRg no HC 765.547/MG, Rel. Min. Jesuíno Rissato; STJ, AgRg no HC 759.737/SC, de minha Relatoria.
Tese
"1. A entrada em domicílio sem mandado é lícita quando há fundadas razões de flagrante delito. 2. Provas testemunhais e materiais são suficientes para condenação por tráfico e associação para o tráfico".
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Messod Azulay Neto, Maria Marluce Caldas, Reynaldo Soares da Fonseca e Ribeiro Dantas votaram com o Sr. Ministro Relator.