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Jurisprudências

STJAgRg no AREsp 3.150.913

Associação para o tráfico de drogas: interceptações telefônicas

Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca

  • Direito Penal
  • Processo Penal
  • Associação para o tráfico de drogas
  • Interceptações telefônicas
  • Identificação dos interlocutores
  • Alegação de erro objetivo
  • Prova produzida sob contraditório
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Ementa

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS. ART. 155 DO CPP. INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS. IDENTIFICAÇÃO DOS INTERLOCUTORES. ALEGAÇÃO DE ERRO OBJETIVO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7/STJ. PROVA PRODUZIDA SOB CONTRADITÓRIO. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO FUNDADA EXCLUSIVAMENTE EM ELEMENTOS INQUISITORIAIS. SÚMULA N. 83/STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

1. A Corte de origem consignou que o agravante, encontrava-se recolhido na Penitenciária Central do Estado e, ainda assim, exercia atuação coordenada relacionada ao tráfico, razão pela qual a tese de incompatibilidade entre a identificação do interlocutor e o local de custódia demanda reexame das conversações interceptadas, dos registros penitenciários e dos demais elementos de identificação.

2. Não há violação ao art. 155 do CPP quando a condenação não se apoia exclusivamente em elementos informativos, mas também em depoimentos prestados em juízo que corroboram as conclusões extraídas das interceptações telefônicas.

3. A pretensão de demonstrar que a prova judicial apenas reproduziu premissa investigativa equivocada exige nova apreciação do conteúdo e da autonomia dos depoimentos, providência vedada pela Súmula n. 7/STJ.

4. Mantém-se a incidência da Súmula n. 83/STJ, pois o acórdão recorrido se harmoniza com a jurisprudência desta Corte quanto à utilização de interceptações regularmente autorizadas e corroboradas por prova judicializada.

5. Agravo regimental não provido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

Indexação

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