TSTAg-AIRR 10037-10.2022.5.03.0163
Minutos residuais: norma coletiva em que isento o pagamento de minutos destinados a atividades particulares
- Direito do Trabalho
- Minutos residuais
- Situação fática diversa
- Inexistência de aderência ao tema 1046
- Interpretação de norma coletiva
- Dissenso jurisprudencial não demonstrado
- Óbice do artigo 896, "b", da CLT
Ementa
AGRAVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. REGIDO PELA LEI 13.467/2017. MINUTOS RESIDUAIS. NORMA COLETIVA EM QUE ISENTO O PAGAMENTO DE MINUTOS DESTINADOS A ATIVIDADES PARTICULARES. SITUAÇÃO FÁTICA DIVERSA. INEXISTÊNCIA DE ADERÊNCIA AO TEMA 1046. INTERPRETAÇÃO DE NORMA COLETIVA. DISSENSO JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADO. ÓBICE DO ARTIGO 896, "B", DA CLT. TRANSCENDÊNCIA NÃO RECONHECIDA NA DECISÃO AGRAVADA. O Tribunal Regional manteve a condenação ao pagamento de horas extras decorrentes de minutos residuais, reconhecendo a inaplicabilidade da norma coletiva, uma vez que as atividades realizadas dentro do estabelecimento, antes e depois da jornada, estão intrinsicamente ligadas ao labor desempenhado e não à conveniência do trabalhador. A presente hipótese não se confunde com a tese fixada pelo Supremo Tribunal Federal na análise do tema 1.046 de repercussão geral, uma vez que a discussão não gira em torno da invalidade da norma coletiva, mas sim, de sua interpretação e inaplicabilidade. A admissibilidade do recurso de revista restringe-se à comprovação de dissenso jurisprudencial, pressuposto recursal, contudo, não atendido pela parte. Afinal, arestos oriundos do STF não viabilizam o processamento do recurso de revista (alínea "a" do art. 896 da CLT). Nesse contexto, não afastados os fundamentos da decisão agravada, nenhum reparo enseja a decisão. Agravo não provido, com acréscimo de fundamentação.
Decisão
Acordam os Ministros por unanimidade, negar provimento ao agravo.