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Jurisprudências

STJAgRg no HC 1.121.712

Crimes de invasão de dispositivo informático, furto qualificado, organização criminosa e lavagem de capitais

Relator(a): Rogerio Schietti

  • Direito Penal
  • Processo Penal
  • Prisão preventiva
  • Excesso de prazo
  • Complexidade do feito
  • Pluralidade de réus
  • Razoabilidade e proporcionalidade
  • Substituição por cautelares diversas

Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CRIMES DE INVASÃO DE DISPOSITIVO INFORMÁTICO, FURTO QUALIFICADO, ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E LAVAGEM DE CAPITAIS. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO. COMPLEXIDADE DO FEITO. PLURALIDADE DE RÉUS. RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. SUBSTITUIÇÃO POR CAUTELARES DIVERSAS. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. DESPROPORCIONALIDADE E ISONOMIA. TESES NÃO EXAMINADAS PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

1. Não se configura excesso de prazo quando o lapso temporal é compatível com a complexidade da ação penal e a pluralidade de réus - dezessete denunciados, com advogados distintos e necessidade de expedição de cartas precatórias. O alegado excesso deve ser aferido sob os critérios da razoabilidade e da proporcionalidade, e não pela mera soma aritmética dos prazos processuais.

2. O pleito de substituição da prisão preventiva por cautelares diversas e as teses de desproporcionalidade da custódia e de violação do princípio da isonomia não foram examinados pelo Tribunal de origem, o que impede o conhecimento direto da matéria por esta Corte Superior, sob pena de inadmissível supressão de instância.

3. A análise da prisão cautelar é individualizada e considera as circunstâncias concretas atribuídas a cada investigado. Não configura violação da isonomia a manutenção da custódia do agravante quando presentes elementos concretos que revelam maior gravidade de sua conduta em relação à dos corréus soltos.

4. Agravo regimental não provido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 08/10/2026 a 15/10/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Carlos Pires Brandão, Nilsoni de Freitas (Desembargadora Convocada do TJDFT), Og Fernandes e Sebastião Reis Júnior votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.

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