TSTAg-AIRR 0000512-80.2024.5.12.0034
Execução: fraude à execução
Relator(a): DELAÍDE ALVES MIRANDA ARANTES
- Direito do Trabalho
- Direito Constitucional
- Processo Civil
- Execução
- Fraude à execução
- Má-fé e blindagem patrimonial reconhecidas pelo tribunal regional
- Violação constitucional não configurada
- Defeito, Nulidade ou Anulação
Ementa
AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO PELO TERCEIRO EMBARGANTE. EXECUÇÃO. FRAUDE À EXECUÇÃO. MÁ-FÉ E BLINDAGEM PATRIMONIAL RECONHECIDAS PELO TRIBUNAL REGIONAL. MATÉRIA FÁTICA. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL NÃO CONFIGURADA. Hipótese em que o Tribunal Regional manteve a penhora de imóvel doado pelos sócios executados ao filho menor, por concluir que, à época da transferência, já tramitavam diversas demandas capazes de reduzi-los à insolvência e que a operação constituiu manobra de blindagem patrimonial. Embora o agravante sustente que a doação antecedeu sua inclusão no polo passivo e o registro da constrição, a fraude foi reconhecida com fundamento na má-fé evidenciada pelos elementos dos autos. A revisão dessa conclusão, além de demandar análise da legislação infraconstitucional de regência, exigiria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que não se admite na presente fase recursal, a teor da Súmula 126 do TST. Agravo conhecido e não provido.
Decisão
Acordam os Ministros por unanimidade, conhecer do agravo e, no mérito, negar-lhe provimento. Brasília, 3 de setembro de 2026. DELAÍDE MIRANDA ARANTES Ministra Relatora
Indexação
Defeito, Nulidade ou Anulação