STJAgInt no AREsp 3.178.750
Execução fiscal: ilegitimidade
Relator(a): Marco Aurélio Bellizze
- Processo Civil
- Direito Tributário
- Execução fiscal
- Ilegitimidade
- Honorários advocatícios
- Princípio da causalidade
- Alegada ofensa aos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015
- Não ocorrência
Ementa
AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. ILEGITIMIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PRINCÍPIO DA CAUSALIDADE. ALEGADA OFENSA AOS ARTS. 489 E 1.022 DO CPC/2015. NÃO OCORRÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7/STJ. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTOS QUE JUSTIFIQUEM A ALTERAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
1. A tese de violação aos arts. 489, § 1º, inciso IV, e 1.022, inciso II, e parágrafo único, inciso II, ambos do Código de Processo Civil de 2015, não se sustenta, pois o Tribunal de origem decidiu a matéria controvertida de forma fundamentada, ainda que contrariamente aos interesses da parte.
2. Infirmar a conclusão do acórdão recorrido - de que "ainda que se considere que a Fazenda Nacional falhou na análise dos marcos temporais e na correta qualificação jurídica do excipiente (administrador não sócio), o acórdão fundamentou a manutenção da ausência de condenação em honorários em dois pilares inatacados pela mera complementação dos fatos: 1) a existência da dívida, que deu causa à execução; e 2) o envolvimento subjacente do excipiente na cadeia de eventos que levou ao redirecionamento equivocado, dada a ciência presumida da falsificação do contrato social"; bem como de que "o reconhecimento de que o excipiente, independentemente da falsificação, não poderia ser responsabilizado pelos fatos anteriores a 2013, embora seja pertinente, não é suficiente para afastar a aplicação do princípio da causalidade, que recai sobre o devedor que deu causa ao litígio executivo, conforme decidido" (e-STJ, fl. 35) - ensejaria o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, providência que encontra óbice na Súmula n. 7 do Superior Tribunal de Justiça.
3. Agravo interno desprovido.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 27/08/2026 a 02/09/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Teodoro Silva Santos, Afrânio Vilela, Francisco Falcão e Maria Thereza de Assis Moura votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Teodoro Silva Santos.