STJAgInt no AREsp 2.995.453
Decisão da presidência do STJ: arbitragem
Relator(a): Raul Araújo
- Processo Civil
- Direito Civil
- Direito Tributário
- Regulatório e Energia
- Decisão da presidência do STJ
- Arbitragem
- Previsão contratual
- Revisão
Ementa
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO DA PRESIDÊNCIA DO STJ. ARBITRAGEM. AÇÃO DE COBRANÇA. EFICÁCIA DA CLÁUSULA COMPROMISSÓRIA PREVISTA EM CONTRATO DE COMPRA E VENDA DIRETA DE ENERGIA ELÉTRICA. ABRANGÊNCIA DE OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS RELATIVAS À CONTRATAÇÃO RECONHECIDA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. PREVISÃO CONTRATUAL. REVISÃO. SÚMULAS 5 E 7 DO STJ. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
1. Ação de cobrança proposta pela agravante visando ao ressarcimento de tributo (ICMS) recolhido em decorrência de autos de infração relacionados a contrato de compra e venda direta de energia elétrica celebrado com a agravada, sob fundamento de indevida indução em erro quanto à isenção de ICMS pela compradora, contribuinte substituída tributariamente.
2. No caso, o Tribunal de origem, diante do acervo fático-probatório, concluiu pela validade e eficácia da cláusula compromissória e aplicação do princípio kompetenz-kompetenz, reafirmando que cabe ao juízo arbitral decidir sobre a convenção de arbitragem e questões contratuais, com uma análise interpretativa sobre o conteúdo e extensão do contrato em relação às obrigações tributárias e à consequente abrangência da cláusula compromissória.
3. A revisão, em recurso especial, da conclusão das instâncias ordinárias sobre o alcance e a eficácia de cláusula compromissória arbitral, quando fundada na interpretação do contrato e na análise do conjunto fático-probatório, encontra óbice nas Súmulas 5 e 7 do STJ.
4. Agravo interno desprovido.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 24/03/2026 a 30/03/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira, Luís Carlos Gambogi (Desembargador Convocado do TJMG) e João Otávio de Noronha votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.