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Jurisprudências

STFHC 244.137 AgR-segundo

Razões não apreciadas pelo superior tribunal de justiça

Relator(a): Nunes Marques

  • Processo Penal
  • Direito Penal
  • Razões não apreciadas pelo superior tribunal de justiça
  • Inadmissível supressão de instância
  • Revolvimento fático-probatório
  • Inadequação
  • Ausência de ilegalidade evidente

Ementa

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO INTERNO EM HABEAS CORPUS. RAZÕES NÃO APRECIADAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INADMISSÍVEL SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADEQUAÇÃO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE EVIDENTE. AGRAVO DESPROVIDO.

I. CASO EM EXAME

1. Agravo interno interposto de decisão que negou seguimento ao habeas corpus, mas concedeu a ordem, de ofício, para absolver o paciente quanto ao delito de associação para o tráfico – especificamente aquele narrado na sentença como “associação dentro da organização criminosa” –, em razão da absorção pelo crime de organização criminosa.

2. A parte agravante postula a concessão da ordem de ofício em maior extensão, inclusive quanto ao reconhecimento da continuidade delitiva e à revisão da fração aplicada na dosimetria das causas de aumento de pena.

II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

3. A questão em discussão consiste em saber se o habeas corpus é cabível diante da falta de apreciação da controvérsia pelo Tribunal de origem e da necessidade de revolvimento fático-probatório.

III. RAZÕES DE DECIDIR

4. Não se admite habeas corpus, sob pena de supressão de instância, quando as questões apresentadas não tiverem sido apreciadas na origem.

5. O reconhecimento da continuidade delitiva, matéria não apreciada pelas instâncias anteriores, e a revisão da fração aplicada na dosimetria da pena são inadmissíveis na via estreita do habeas corpus, a qual não comporta dilação probatória.

6. No caso concreto, não foi identificada ilegalidade flagrante que justifique a concessão da ordem de ofício em maior extensão.

IV. DISPOSITIVO

7. Agravo interno desprovido.

Decisão

A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Nunes Marques. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.5.2026 a 11.5.2026.

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