STFAP 2.795 AgR
Transação penal: discricionariedade do ministério público
Relator(a): Alexandre de Moraes
- Direito Penal
- Processo Penal
- Transação penal
- Discricionariedade do ministério público
- Inexistência de direito subjetivo à escolha da sanção
- Adequação das penas restritivas de direitos às circunstâncias do caso
Ementa
PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO PENAL. TRANSAÇÃO PENAL. DISCRICIONARIEDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO SUBJETIVO À ESCOLHA DA SANÇÃO. ADEQUAÇÃO DAS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS ÀS CIRCUNSTÂNCIAS DO CASO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A transação penal constitui mecanismo de política criminal de iniciativa e formulação do Ministério Público, a quem compete avaliar os critérios de oportunidade e conveniência para a proposição das condições do acordo, nos termos do art. 76 da Lei nº 9.099/1995.
2. Não há direito subjetivo do acusado de impor ou escolher, unilateralmente, a espécie de sanção a ser aplicada em proposta de transação penal.
3. No caso concreto, a proposta de transação penal levou em consideração a natureza e as circunstâncias do crime, em que o acusado utilizou redes sociais para incitar veementemente o homicídio contra um Ministro do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, o que demonstra maior reprovação da conduta e a adequação das penas restritivas de direito impostas.
4. O agravante não apresentou argumentos aptos a desconstituir os fundamentos da decisão agravada, limitando-se à insurgência contra os termos da proposta formulada pelo Ministério Público.
5. Agravo Regimental a que se nega provimento.
Decisão
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, Sessão Virtual de 29.5.2026 a 9.6.2026.