STJAgInt no AREsp 2.497.676
Não ocorrência: desenquadramento do simples minas sem processo administrativo
Relator(a): Paulo Sérgio Domingues
- Direito Tributário
- Processo Civil
- Direito Civil
- Não ocorrência
- Desenquadramento do simples minas sem processo administrativo
- Nulidade do auto de infração
- Razões recursais dissociadas
- Julgamento extra petita afastado
- Garantia do juízo
Ementa
DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AOS ART. 489 E 1.022 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. DESENQUADRAMENTO DO SIMPLES MINAS SEM PROCESSO ADMINISTRATIVO. NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. RAZÕES RECURSAIS DISSOCIADAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284/STF. JULGAMENTO EXTRA PETITA AFASTADO. GARANTIA DO JUÍZO. NEGADO PROVIMENTO.
1. Inexiste ofensa aos arts. 489 e 1.022 do Código de Processo Civil (CPC) quando o Tribunal de origem aprecia fundamentadamente a controvérsia, prestando a jurisdição na medida da pretensão deduzida, sem incorrer em erro material, omissão, contradição ou obscuridade; o descontentamento da parte recorrente com o resultado do julgamento não configura ofensa à lei.
2. É inadmissível o recurso especial que apresenta razões dissociadas do quadro fático e das premissas jurídicas expostos no acórdão recorrido. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal (STF), por analogia.
3. O provimento jurisdicional decorreu de interpretação lógica e sistemática da petição inicial, abrangendo pedido implicitamente formulado e integrado em outro de maior amplitude, não configurando julgamento extra petita.
4. O processamento dos embargos à execução fiscal não está condicionado à garantia integral do juízo; a suficiência da penhora relaciona-se à satisfação do crédito na fase executiva, admitindo-se complementação no momento processual próprio.
5. Agravo interno a que se nega provimento.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 22/09/2026 a 29/09/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Herman Benjamin, Sérgio Kukina, Regina Helena Costa e Gurgel de Faria votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sérgio Kukina.