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Jurisprudências

STJAgRg no AREsp 3.017.667

Sonegação fiscal: prestação jurisdicional deficiente

Relator(a): Rogerio Schietti Cruz

Ementa

PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. SONEGAÇÃO FISCAL. PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEFICIENTE. SÚMULA N. 284 DO STF. ABSOLVIÇÃO. PRESUNÇÃO TRIBUTÁRIA. PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA. SÚMULA N. 7 DO STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

1. A título de omissão e de prestação jurisdicional deficiente, a defesa pretendeu o rejulgamento da causa, o que não se pode admitir no âmbito dos embargos de declaração. Caracterizada a deficiência recursal a ensejar a aplicação do disposto na Súmula n. 284 do STF. A Corte de origem se manifestou sobre as questões apontadas pela defesa, contudo a conclusão contrária aos interesses da parte não caracteriza prestação jurisdicional deficiente ou omissão do julgado.

2. A análise da pretendida absolvição, com base no argumento de que a condenação está lastreada em mera presunção tributária, implicaria necessário reexame fático-probatório não permitido em recurso especial, conforme entendimento da Súmula n. 7 do STJ.

3. Vale destacar que não cabe à instância criminal discutir a constituição do crédito tributário nem mesmo eventual nulidade ocorrida no procedimento administrativo fiscal. Na hipótese, o que importa - e se afigura incontroverso - é a omissão de informações no documento pertinente perante o fisco. A presunção ocorrida se refere à apuração do quantum devido e é um procedimento autorizado por lei, portanto não há nenhuma ilegalidade.

4. O julgado de origem considerou que o valor da prestação pecuniária "foi aplicado em consonância com os postulados da proporcionalidade e da razoabilidade .. e possibilitando ao recorrente o seu devido cumprimento" (fl. 769). A modificação dessas premissas enseja o revolvimento de fatos e provas vedado em recurso especial, segundo entendimento da Súmula n. 7 do STJ.

5. Agravo regimental não provido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.Os Srs. Ministros Antonio Saldanha Palheiro, Carlos Pires Brandão, Og Fernandes e Sebastião Reis Júnior votaram com o Sr. Ministro Relator.

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