STJEDcl no AgRg no AREsp 3.250.578
Óbices sumulares (súmulas 182/STJ, 7/STJ, 83/STJ e 284/STF)
Relator(a): Messod Azulay Neto
- Processo Penal
- Direito Penal
- Óbices sumulares (súmulas 182/STJ, 7/STJ, 83/STJ e 284/STF)
- Inexistência de vícios
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. ÓBICES SUMULARES (SÚMULAS 182/STJ, 7/STJ, 83/STJ E 284/STF). INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS. EMBARGOS REJEITADOS. EMBARGOS REJEITADOS.
I. CASO EM EXAME
1. Embargos de declaração opostos contra decisão que negou provimento a agravo regimental e manteve o não conhecimento do agravo em recurso especial por incidência analógica da Súmula 182/STJ, em razão da ausência de impugnação específica, concreta e pormenorizada dos fundamentos da inadmissibilidade.
2. O Embargante alega omissão, obscuridade e contradição, apontando suposta fundamentação genérica e ausência de enfrentamento concreto das razões defensivas, sustentando que todos os fundamentos de inadmissão teriam sido individualmente impugnados, inclusive quanto à necessidade de revolvimento probatório (Súmula 7/STJ), aos requisitos do ANPP (Súmula 83/STJ), ao regime inicial e ao dissídio jurisprudencial.
3. A decisão embargada explicitou, ponto a ponto, a falta de ataque específico aos fundamentos: teses dependentes de revolvimento probatório; inviabilidade do ANPP por pena mínima e reincidência; insurgência sobre regime inicial sem fundamentação adequada; e dissídio sem cotejo analítico, com aplicação das Súmulas 7/STJ, 83/STJ, 182/STJ e 284/STF.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
4. A questão em discussão consiste em saber se a decisão embargada padece de omissão, obscuridade ou contradição por suposta fundamentação genérica e ausência de enfrentamento concreto das razões recursais.
5. Há duas questões em discussão: (i) saber se houve impugnação específica, eficaz e pormenorizada dos fundamentos da inadmissibilidade do agravo em recurso especial, apta a afastar a incidência analógica da Súmula 182/STJ; e (ii) saber se foram superados os óbices sumulares relativos à necessidade de revolvimento probatório (Súmula 7/STJ), à inviabilidade do ANPP por requisitos objetivos (Súmula 83/STJ), à deficiência de fundamentação sobre o regime inicial e à ausência de cotejo analítico para a alínea "c" (Súmula 284/STF).
III. RAZÕES DE DECIDIR 6A decisão embargada apresentou fundamentação concreta e individualizada quanto à dialeticidade, indicando os pontos não enfrentados de modo específico, o que afasta a alegação de genericidade e de vícios.
7. Persistiu a ausência de impugnação específica, eficaz e pormenorizada dos fundamentos da inadmissibilidade do agravo em recurso especial, razão pela qual incide, por analogia, a Súmula 182/STJ.
8. As teses defensivas foram veiculadas sob a forma de "revaloração jurídica" genérica, sem enfrentamento dos fundamentos fáticos das instâncias ordinárias, o que evidencia a necessidade de revolvimento probatório, atraindo o óbice da Súmula 7/STJ.
9. Quanto ao ANPP, foram identificados requisitos objetivos impeditivos (pena mínima e reincidência) e a falta de impugnação específica a tais pontos, não havendo superação do óbice da Súmula 83/STJ.
10. A insurgência relativa ao regime inicial mostrou-se desprovida de fundamentação concreta, mantendo-se o entendimento de deficiência argumentativa e a aplicação da Súmula 284/STF.
11. A alegação de dissídio jurisprudencial não foi acompanhada de cotejo analítico, com identificação, contraste e similitude fática e jurídica, subsistindo a razão de incidência da Súmula 284/STF. e tese
IV. DISPOSITIVO
6. Resultado do Julgamento: Embargos de declaração rejeitados.
Dispositivos relevantes citados: Não há dispositivos legais citados.
Jurisprudência relevante citada:STJ, Súmula 182; STJ, Súmula 7; STJ, Súmula 83; STF, Súmula 284
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, rejeitar os embargos. Os Srs. Ministros Maria Marluce Caldas, Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas e Joel Ilan Paciornik votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.