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Jurisprudências

STJAgRg no AREsp 3.301.566

Tráfico de drogas: pretensão de desclassificação para posse para consumo pessoal

Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca

  • Direito Penal
  • Processo Penal
  • Direito Civil
  • Tráfico de drogas
  • Pretensão de desclassificação para posse para consumo pessoal
  • Alegada revaloração jurídica
  • Condenação não fundada exclusivamente em suposta confissão informal
  • Existência de outros elementos valorados pelo tribunal de origem

Ementa

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS. PRETENSÃO DE DESCLASSIFICAÇÃO PARA POSSE PARA CONSUMO PESSOAL. ALEGADA REVALORAÇÃO JURÍDICA. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7/STJ. CONDENAÇÃO NÃO FUNDADA EXCLUSIVAMENTE EM SUPOSTA CONFISSÃO INFORMAL. EXISTÊNCIA DE OUTROS ELEMENTOS VALORADOS PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. TEMA N. 506/STF. INAPLICABILIDADE ENQUANTO SUBSISTENTE A PREMISSA DE DESTINAÇ ÃO MERCANTIL. SÚMULA N. 83/STJ. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.

1. A pretensão de desclassificar a conduta do art. 33 para o art. 28 da Lei n. 11.343/2006 não configura mera revaloração jurídica quando seu acolhimento depende de atribuir peso diverso aos depoimentos policiais, à dinâmica da abordagem, às declarações atribuídas ao acusado e às demais circunstâncias consideradas pelas instâncias ordinárias.

2. Incide a Súmula n. 7/STJ quando o Tribunal de origem, após exame do conjunto probatório, reconhece a existência de elementos concretos indicativos da destinação mercantil da droga, e a defesa pretende substituir essa conclusão pela tese de uso pessoal.

3. Não procede a alegação de que a condenação se fundou exclusivamente em suposta confissão informal quando o acórdão também considerou a conduta observada antes da abordagem, a droga encontrada em poder do acusado, dinheiro, aparelho celular e os depoimentos policiais prestados em juízo.

4. O Tema 506 da repercussão geral do Supremo Tribunal Federal pressupõe posse de maconha para consumo pessoal, não incidindo enquanto subsistente a premissa, firmada pelas instâncias ordinárias, de destinação mercantil da substância.

5. Agravo regimental a que se nega provimento.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

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