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Jurisprudências

TSTAg-AIRR 0001160-83.2024.5.07.0039

Gratuidade da justiça: pessoa jurídica

Relator(a): ALEXANDRE LUIZ RAMOS

Ementa

AGRAVO INTERNO INTERPOSTO PELA RECLAMADA PAQUETA CALCADOS LTDA. ACÓRDÃO REGIONAL PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.467/2017. GRATUIDADE DA JUSTIÇA. PESSOA JURÍDICA. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO CABAL DA HIPOSSUFICIÊNCIA ECONÔMICA. SÚMULA Nº 463, II, DO TST. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. ISENÇÃO RESTRITA AO DEPÓSITO RECURSAL. ART. 899, § 10, DA CLT. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA Nº 86 DO TST À EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. DECISÃO MONOCRÁTICA DO RELATOR NA QUAL SE NEGA PROVIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONHECIMENTO E NÃO PROVIMENTO. TRANSCENDÊNCIA JURÍDICA. I. A recuperação judicial não enseja, por si só, concessão automática da gratuidade da justiça à pessoa jurídica, sendo imprescindível a demonstração cabal da impossibilidade financeira de arcar com as despesas processuais, nos termos da Súmula nº 463, II, do TST e da Súmula nº 481 do STJ. II. O art. 899, § 10, da CLT prevê isenção apenas quanto ao depósito recursal, não alcançando as custas processuais. III. Inviável, ademais, a aplicação analógica da Súmula nº 86 do TST às empresas em recuperação judicial, por se tratar de hipótese restrita à massa falida. IV. Fundamentos da decisão agravada não desconstituídos, ainda que reconhecida a transcendência jurídica da matéria, em atenção ao Tema n° 94 da Tabela de IRR desta Corte Superior, pendente de julgamento e sem ordem de suspensão. V. Agravo de que se conhece e a que se nega provimento.

Decisão

Acordam os Ministros à unanimidade, conhecer do agravo; e, no mérito, negar-lhe provimento, ainda que reconhecida a transcendência jurídica da causa, no tocante à gratuidade de justiça. Brasília, 28 de outubro de 2026. ALEXANDRE LUIZ RAMOS Ministro Relator

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