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Jurisprudências

TSTAg-AIRR 0020748-02.2022.5.04.0372

Indenização por danos extrapatrimoniais: doença ocupacional

Relator(a): ALEXANDRE DE SOUZA AGRA BELMONTE

Ementa

AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. INDENIZAÇÃO POR DANOS EXTRAPATRIMONIAIS. DOENÇA OCUPACIONAL. CONCAUSA. RESPONSABILIDADE CIVIL DO EMPREGADOR. DANO IN RE IPSA. VALOR ARBITRADO. O Tribunal Regional, com fundamento na prova pericial, concluiu que as patologias apresentadas pelo empregado, embora de origem multifatorial, foram agravadas pelas condições de trabalho, caracterizando concausa apta a ensejar a responsabilidade civil da empregadora. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que, demonstrado o nexo causal ou concausal entre a doença ocupacional e o trabalho desempenhado, configura-se a culpa presumida do empregador. O dano moral decorrente de doença ocupacional caracteriza-se in re ipsa, sendo prescindível a comprovação específica do abalo sofrido. A pretensão recursal de afastar a culpa patronal, o nexo concausal e o dever de indenizar demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, procedimento vedado nesta instância extraordinária, nos termos da Súmula nº 126 do TST. Quanto ao valor arbitrado a título de indenização por dano extrapatrimonial, a intervenção desta Corte somente se justifica nas hipóteses de manifesta desproporção, situação não evidenciada no caso concreto. Não demonstrada a transcendência da causa. Agravo conhecido e desprovido.

Decisão

Acordam os Ministros por unanimidade, conhecer e negar provimento ao agravo. Brasília, 25 de agosto de 2026. ALEXANDRE AGRA BELMONTE Ministro Relator

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