STJAREsp 3.115.547
Execução fiscal: tributos sujeitos a lançamento por homologação
Relator(a): Teodoro Silva Santos
- Processo Civil
- Direito Civil
- Direito Tributário
- Execução fiscal
- Tributos sujeitos a lançamento por homologação
- Termo inicial da prescrição
- Entrega da declaração ou vencimento do tributo, o que for posterior
- Fundamentação deficiente
- Alegação de prescrição
Ementa
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO FISCAL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. TERMO INICIAL DA PRESCRIÇÃO. ENTREGA DA DECLARAÇÃO OU VENCIMENTO DO TRIBUTO, O QUE FOR POSTERIOR. ACÓRDÃO DE ORIGEM QUE AFASTA A PRESCRIÇÃO COM BASE NA INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 106/STJ DIANTE DA DEMORA NA CITAÇÃO POR MOTIVOS INERENTES AO MECANISMO JUDICIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA N. 284/STF. ALEGAÇÃO DE PRESCRIÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7/STJ. AGRAVO CONHECIDO PARA NÃO CONHECER DO RECURSO ESPECIAL.
1. A alegação de violação do art. 1.022 do Código de Processo Civil não especifica os pontos do acórdão recorrido em que haveria omissão, contradição, obscuridade ou erro material, nem demonstra a relevância desses vícios para o deslinde da controvérsia. Incidência da Súmula n. 284 do STF.
2. O acórdão de origem assentou que, em tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo prescricional se inicia com a entrega da declaração ou o vencimento da exação, o que for posterior, e afastou a prescrição ao reconhecer a demora na citação por motivos inerentes ao Judiciário, aplicando a Súmula n. 106 do STJ.
3. A tese recursal de que as Certidões de Dívida Ativa não indicam a data de recebimento das declarações, com reflexos na contagem do prazo, somente poderia ser acolhida mediante reexame do conjunto fático-probatório, providência vedada em recurso especial. Incidência da Súmula n. 7 do STJ.
4. Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 14/05/2026 a 20/05/2026, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Afrânio Vilela, Francisco Falcão, Maria Thereza de Assis Moura e Marco Aurélio Bellizze votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Teodoro Silva Santos.