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Jurisprudências

STJAgRg no AREsp 2.975.751

Importunação sexual (art. 218-a, CP)

Relator(a): Maria Marluce Caldas

Ementa

DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. IMPORTUNAÇÃO SEXUAL (ART. 218-A, CP). REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.

I. Caso em exame

1. Agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu de recurso especial, em razão do óbice da Súmula 7/STJ, que impede o reexame de matéria fático-probatória.

2. O recorrente foi condenado como incurso no art. 218-A do Código Penal, à pena de 2 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial aberto, com substituição da pena privativa de liberdade por duas penas restritivas de direitos. A apelação interposta pela defesa não foi provida pelo Tribunal de origem.

3. No recurso especial, o recorrente alegou violação dos arts. 218-A e 233 do Código Penal, sustentando ausência de prova do elemento subjetivo exigido pelo tipo penal e pleiteando a desclassificação da conduta para o crime de ato obsceno, previsto no art. 233 do Código Penal.

II. Questão em discussão

4. A questão em discussão consiste em saber se é possível chegar à pretensão do recorrente acerca da ausência de provas do elemento subjetivo exigido pelo tipo penal do art. 218-A do Código Penal, ou se tal análise encontra óbice na Súmula 7/STJ.

III. Razões de decidir

5. O Tribunal de origem, soberano na análise dos fatos e provas, concluiu pela existência de elementos suficientes para fundamentar a condenação do recorrente, com base em depoimentos testemunhais harmônicos e detalhados.

6. A pretensão de desconstituir o julgado para absolver ou desclassificar a conduta do recorrente demandaria reexame do conjunto fático-probatório, procedimento vedado em sede de recurso especial, conforme o óbice da Súmula 7/STJ.

7. De acordo com a jurisprudência do STJ, o exame do dolo específico implicaria reavaliação do arcabouço fático-probatório dos autos, o que encontra óbice na Súmula 7/STJ.

IV. Dispositivo e tese

8. Resultado do Julgamento: Agravo regimental não provido.

Tese de julgamento:

1. O reexame do conjunto fático-probatório é vedado em sede de recurso especial, conforme o óbice da Súmula 7/STJ. 2. O dolo específico exigido pelo tipo penal do art. 218-A do Código Penal deve ser analisado pelas instâncias ordinárias, sendo inviável sua reavaliação pelo STJ.

Dispositivos relevantes citados: Código Penal, arts. 218-A e 233; Súmula 7/STJ; Súmula 568/STJ; Regimento Interno do STJ, art. 255, § 4º.

Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no AREsp 2441410/SP, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 02.09.2024; STJ, AgRg nos EDcl no AREsp 2682700/SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 01.04.2025; STJ, AREsp 2747253/RJ, Rel. Min. Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em 10.12.2024.

Tese

1. O reexame do conjunto fático-probatório é vedado em sede de recurso especial, conforme o óbice da Súmula 7/STJ. 2. O dolo específico exigido pelo tipo penal do art. 218-A do Código Penal deve ser analisado pelas instâncias ordinárias, sendo inviável sua reavaliação pelo STJ.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto votaram com a Sra. Ministra Relatora. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

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