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Jurisprudências

STJAgRg no AREsp 2.660.534

Homicídio qualificado: pronúncia

Relator(a): Daniela Teixeira

Ementa

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRONÚNCIA. FUNDAMENTAÇÃO NÃO BASEADA EXCLUSIVAMENTE EM ELEMENTOS DA FASE INQUISITORIAL OU TESTEMUNHOS POR "OUVIR DIZER". DECISÃO MANTIDA.

I. CASO EM EXAME

1. Agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento a recurso especial, sustentando a nulidade da sentença de pronúncia por estar supostamente fundamentada exclusivamente em elementos colhidos na fase inquisitorial e em testemunhos indiretos ("ouvir dizer").

II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

2. A questão em discussão consiste em definir se a decisão de pronúncia é nula por estar fundamentada exclusivamente em elementos colhidos na fase inquisitorial ou em testemunhos indiretos, violando o art. 155 do Código de Processo Penal.

III. RAZÕES DE DECIDIR

3. O agravo regimental é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, razão pela qual deve ser conhecido.

4. A decisão de pronúncia não está fundamentada exclusivamente em elementos da fase inquisitorial ou em testemunhos indiretos por "ouvir dizer".

5. A análise da sentença de pronúncia demonstra que a fundamentação foi baseada em conjunto probatório robusto, incluindo depoimentos prestados em juízo e elementos de convicção coligidos em ambas as fases da persecução penal, respeitando o art. 155 do CPP.

6. A jurisprudência desta Corte veda que a pronúncia se baseie exclusivamente em testemunhos indiretos, mas permite sua utilização como parte de um conjunto probatório, desde que corroborada por outros elementos de prova, o que foi constatado no caso concreto.

7. A apreciação mais aprofundada da prova compete ao Tribunal do Júri, não cabendo, na presente instância, reavaliar o conteúdo probatório à luz da Súmula 7/STJ.

IV. DISPOSITIVO

8. Agravo regimental desprovido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 13/02/2025 a 19/02/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto votaram com a Sra. Ministra Relatora. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.

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