STJEDcl no AREsp 3.017.303
Execução de título extrajudicial: contrato de locação
Relator(a): Ricardo Villas Bôas Cueva
- Direito Civil
- Processo Civil
- Direito Imobiliário
- Execução de título extrajudicial
- Contrato de locação
- Fiança
- Prescrição intercorrente afastada na origem
- Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade
- Pretensão de rediscutir o mérito do julgado
Ementa
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. CONTRATO DE LOCAÇÃO. FIANÇA. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE AFASTADA NA ORIGEM. SÚMULA Nº 7/STJ. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. PRETENSÃO DE REDISCUTIR O MÉRITO DO JULGADO. DESCABIMENTO.
1. Os embargos de declaração, conforme o artigo 1.022 do Código de Processo Civil, destinam-se exclusivamente a sanar omissão, contradição, obscuridade ou erro material, não sendo a via adequada para a rediscussão de matéria decidida de forma fundamentada.
2. O acórdão embargado enfrentou integralmente os temas levantados, consignando de forma clara que a análise sobre a ocorrência da prescrição intercorrente, a existência de desídia do credor e a paralisação do processo demandaria o reexame de fatos e provas, atraindo o óbice da Súmula nº 7/STJ.
3. A alegação de que a controvérsia envolve apenas valoração jurídica de fatos incontroversos não afasta a incidência do óbice sumular, tendo em vista que as instâncias ordinárias concluíram, com base nos elementos do processo, pela ausência de inércia do exequente e pela aplicação da Súmula nº 106/STJ.
4. Inexiste omissão ou contradição no reconhecimento de que a prestação jurisdicional foi completa na origem, sendo que a aplicação de óbices sumulares para o exame do mérito recursal decorre da natureza extraordinária do recurso especial e não de deficiência na fundamentação do julgado.
5. Inexistindo vícios no julgado, a manutenção da decisão é medida que se impõe, não sendo admitido o uso do recurso para manifestar mero inconformismo.
6. Embargos de declaração rejeitados.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 25/08/2026 a 31/08/2026, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Daniela Teixeira, Nancy Andrighi e Humberto Martins votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento a Sra. Ministra Daniela Teixeira. Não participou do julgamento o Sr. Ministro Moura Ribeiro.