TSTAg-AIRR 0000806-20.2016.5.05.0031
Ente público: responsabilidade subsidiária
Relator(a): KÁTIA MAGALHÃES ARRUDA
- Direito do Trabalho
- Ente público
- Responsabilidade subsidiária
- Ônus da prova 1
- Deve ser mantida a decisão monocrática, com acréscimo de fundamentos
- E dispõe sobre a abrangência dessa condenação
Ementa
AGRAVO DA RECLAMADA PETROBRAS. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. LEI Nº 13.467/2017. PEDIDO DE SOBRESTAMENTO DO PROCESSO. TEMA 1.118 DA TABELA DE REPERCUSSÃO GERAL 1 - A agravante requer nas razões do presente agravo o sobrestamento do processo ante o Tema 1.118 de Repercussão Geral do STF. 2 - Porém, o Relator do RE 1.298.647 no STF, Ministro Nunes Marques, decidiu pela não suspensão nacional de todos os processos que versem sobre o Tema 1.118 da sistemática da Repercussão Geral (decisão monocrática publicada no DEJ em 29/4/2021). 3 - Pedido a que se indefere. ENTE PÚBLICO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. ÔNUS DA PROVA 1 – Na decisão monocrática, foi negado provimento ao agravo de instrumento. 2 - Deve ser mantida a decisão monocrática, com acréscimo de fundamentos. 3 - Em exame mais detido do recurso de revista, percebe-se não ter a reclamada observado a norma contida no artigo 896, § 1º-A, I, da CLT. É que o trecho reproduzido nas razões do recurso de revista corresponde a fração reduzida e pouco representativa dos fundamentos utilizados pelo Tribunal Regional para manter a condenação subsidiária. 4 - A parte transcreve apenas a parte conclusiva do acórdão, em que o TRT confirma a imposição da responsabilidade subsidiária à reclamada Petrobrás, diante da constatação de que não houve a fiscalização efetiva do cumprimento das obrigações pela prestadora de serviços; e dispõe sobre a abrangência dessa condenação. 5 - Deixou de transcrever os trechos do acórdão que singularizam a demanda, os quais indicam que não houve a responsabilização automática do ente público, mas que, no caso concreto, restou comprovada a ausência de fiscalização da execução do contrato, pelo tomador de serviços, que caracterizou a culpa in vigilando e, por conseguinte, a sua responsabilização pelos créditos inadimplidos pela prestadora de serviços. 6 - Tal constatação evidencia a inobservância do artigo 896, § 1º-A, I, da CLT. Trata-se de transcrição incompleta, sendo, por isso mesmo, inservível para a demonstração do requisito formal. 7 - A Sexta Turma evoluiu para o entendimento de que, uma vez não atendidas as exigências da Lei nº 13.015/2014, fica prejudicada a análise da transcendência. 8 – Agravo a que se nega provimento.
Decisão
Acordam os Ministros por unanimidade: I - indeferir o pedido de suspensão do feito; e II - negar provimento ao agravo, ficando prejudicada a análise da transcendência nos termos da fundamentação. Brasília, 30 de outubro de 2024. KÁTIA MAGALHÃES ARRUDA Ministra Relatora