STJAgInt no AREsp 2.653.114
Contrato administrativo: prestação de serviços de coleta de lixo
Relator(a): Afrânio Vilela
- Direito Civil
- Direito Administrativo
- Contrato administrativo
- Prestação de serviços de coleta de lixo
- Pretensão de reforma do julgado
- Impossibilidade
Ementa
AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CONTRATO ADMINISTRATIVO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE COLETA DE LIXO. AÇÃO DE COBRANÇA. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC. INOCORRÊNCIA. PRETENSÃO DE REFORMA DO JULGADO. NECESSIDADE DE REEXAME DE CLÁUSULAS DO EDITAL, DO CONTRATO E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 5 E 7 DO STJ. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
1. Não há violação ao art. 1.022 do Código de Processo Civil, pois o Tribunal de origem manifestou-se de forma clara e fundamentada sobre as questões essenciais para o deslinde da controvérsia, ainda que em sentido contrário aos interesses da parte recorrente. O julgador não está obrigado a responder a todos os argumentos suscitados quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão.
2. A alteração das conclusões do acórdão recorrido, que, com base na análise do edital, do contrato administrativo e do laudo pericial, firmou a premissa de que o "serviço de Coleta em Áreas de Difícil Acesso" possuía natureza autônoma e forma de remuneração específica, distinta da coleta regular, demandaria, necessariamente, o reexame de cláusulas contratuais e do acervo fático-probatório dos autos, providência vedada em recurso especial, nos termos das Súmulas 5 e 7 do STJ.
3. A tese de que a análise pretendida configura mera revaloração jurídica da prova não prospera, uma vez que busca infirmar as premissas fáticas estabelecidas pela instância ordinária, soberana em sua análise, para, a partir de novo enquadramento, obter resultado diverso.
4. Agravo interno improvido.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 04/09/2025 a 10/09/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.Os Srs. Ministros Francisco Falcão, Maria Thereza de Assis Moura, Marco Aurélio Bellizze e Teodoro Silva Santos votaram com o Sr. Ministro Relator.Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela.