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Jurisprudências

STJAgRg no REsp 2.260.630

Dosimetria: culpabilidade

Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca

  • Processo Penal
  • Direito Penal
  • Dosimetria
  • Culpabilidade
  • Fundamentação concreta
  • Óbice da súmula 7/STJ
  • Consunção entre cárcere privado e aborto
  • Autonomia das condutas

Ementa

PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. DOSIMETRIA. CULPABILIDADE. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA. ÓBICE DA SÚMULA 7/STJ. CONSUNÇÃO ENTRE CÁRCERE PRIVADO E ABORTO. AUTONOMIA DAS CONDUTAS. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ. REGIME INICIAL FECHADO. MOTIVAÇÃO CONCRETA (ART. 59 DO CP). SÚMULA 83/STJ. PEDIDO SUBSIDIÁRIO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. INADEQUAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

1. A alegação defensiva de afastamento da vetorial negativa da culpabilidade, sob o argumento de revaloração jurídica do fato, encontra óbice na Súmula 7/STJ, porquanto a exasperação da pena-base foi lastreada em fundamento concreto reconhecido na origem, sendo inviável a modificação da premissa fática na via especial. Nessa linha: AgInt no AREsp n. 2.371.208/PB, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 20/12/2023.

2. A tese de consunção entre os crimes de cárcere privado e aborto sem consentimento demanda revolvimento do conjunto fático-probatório, pois o acórdão estadual constatou autonomia típica e temporal das condutas, o que inviabiliza a absorção. Incidência da Súmula 7/STJ. Sobre o reexame vedado: AgRg no AREsp n. 1.217.373/SP, relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, DJe de 11/5/2018.

3. O regime inicial fechado foi mantido, em reprimenda superior a 4 e não excedente a 8 anos, com motivação concreta fundada na circunstância judicial negativa (art. 59 do CP), o que se harmoniza com a jurisprudência desta Corte. Incidência da Súmula 83/STJ.

4. O pedido subsidiário de concessão de habeas corpus de ofício não pode ser utilizado para suprir requisitos recursais, devendo partir da iniciativa do órgão julgador quando evidenciada ilegalidade flagrante, o que não se verificou. EDcl no AgRg no AREsp n. 2.608.923/SP, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJEN de 3/12/2024.

5. Agravo regimental não provido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 15/10/2026 a 22/10/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

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