STJAgRg no HC 1.127.859
Indeferimento de liminar na origem: prisão preventiva
Relator(a): Nilsoni de Freitas (desembargadora Convocada do Tjdft)
- Processo Penal
- Direito Penal
- Indeferimento de liminar na origem
- Prisão preventiva
- Descumprimento reiterado de medidas protetivas
- Ausência de flagrante ilegalidade
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. SÚMULA N. 691/STF. INDEFERIMENTO DE LIMINAR NA ORIGEM. PRISÃO PREVENTIVA. DESCUMPRIMENTO REITERADO DE MEDIDAS PROTETIVAS. AUSÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto contra decisão que indeferiu liminarmente habeas corpus, com fundamento na Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal.
II. Questão em discussão
2. A questão em discussão consiste em saber se há excepcionalidade apta a mitigar a Súmula n. 691/STF, à luz de eventual flagrante ilegalidade, teratologia ou ausência de fundamentação.
III. Razões de decidir
3. A Súmula n. 691/STF veda a impetração de habeas corpus contra decisão que indefere liminar em writ impetrado no Tribunal de origem, sob pena de supressão de instância.
4. O indeferimento da liminar na origem encontra-se devidamente fundamentado, registrando inexistência, em juízo inicial, de constrangimento ilegal manifesto e a necessidade de análise aprofundada pelo Tribunal de origem.
5. Em juízo perfunctório, há fundamentação suficiente para a manutenção da segregação cautelar, diante do descumprimento reiterado das medidas protetivas de urgência pelo agravante, que, mesmo intimado, manteve contato eletrônico com a ofendida, seguiu-a em via pública e tentou aproximação.
IV. Dispositivo
6. Agravo regimental desprovido.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 15/10/2026 a 22/10/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs. Ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz e Carlos Pires Brandão votaram com a Sra. Ministra Relatora. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.