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Jurisprudências

STJREsp 2.237.414

Roubo majorado e corrupção de menores: violação dos arts. 564, IV, e 386, VII, ambos do CPP

Relator(a): Sebastião Reis Júnior

  • Direito Penal
  • Processo Penal
  • Compliance e Anticorrupção
  • Roubo majorado e corrupção de menores
  • Violação dos arts. 564, IV, e 386, VII, ambos do CPP
  • Nulidade por ausência de mídias de audiências
  • Necessidade de demonstração de prejuízo
  • Suficiência de outros elementos probatórios
  • Presunção de veracidade dos atos judiciais

Ementa

RECURSO ESPECIAL. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. ROUBO MAJORADO E CORRUPÇÃO DE MENORES. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 564, IV, E 386, VII, AMBOS DO CPP. NULIDADE POR AUSÊNCIA DE MÍDIAS DE AUDIÊNCIAS. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO. SUFICIÊNCIA DE OUTROS ELEMENTOS PROBATÓRIOS. PRESUNÇÃO DE VERACIDADE DOS ATOS JUDICIAIS. IMPOSSIBILIDADE DE REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. FUNDAMENTO AUTÔNOMO NÃO IMPUGNADO. INCIDÊNCIA DO ÓBICE DAS SÚMULAS 7/STJ E 283/STF. DELITO FORMAL DE CORRUPÇÃO DE MENORES. ALEGADA AUSÊNCIA DE DOLO E ERRO DE TIPO. CIÊNCIA DA MENORIDADE AFERIDA PELOS DEPOIMENTOS JUDICIAIS E PELA APARÊNCIA DO CORRÉU.

1. A validade dos atos processuais depende da demonstração de prejuízo concreto, sendo insuficiente a alegação genérica de cerceamento de defesa por ausência de mídias quando há outros elementos probatórios aptos a sustentar o julgamento.

2. No caso concreto, a ausência de mídias não gerou prejuízo à defesa, pois o acervo probatório foi considerado suficiente, com materialidade demonstrada em inquérito e autoria firmada por depoimentos judiciais, além da presunção de veracidade dos atos judiciais.

3. O delito de corrupção de menores possui natureza formal, prescindindo de comprovação de efetiva corrupção do adolescente, bastando a prática conjunta de infração penal.

4. Os elementos dos autos indicam ciência da menoridade do coautor, confirmada por vítimas e testemunhas, e a natureza formal do delito afasta a tese defensiva.

5. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, improvido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 17/09/2026 a 24/09/2026, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso, mas lhe negar provimento, nos termos do voto do Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior. Os Srs. Ministros Rogerio Schietti Cruz, Carlos Pires Brandão, Nilsoni de Freitas (Desembargadora Convocada do TJDFT) e Og Fernandes votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.

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