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Jurisprudências

TSTRRAg 1000450-15.2023.5.02.0720

Inversão lógico-jurídica na ordem de julgamento: contrato de comercialização de produtos e serviços

Relator(a): SERGIO PINTO MARTINS

  • Direito Civil
  • Direito do Trabalho
  • Inversão lógico-jurídica na ordem de julgamento
  • Contrato de comercialização de produtos e serviços
  • Terceirização de serviços
  • Nulidade processual por negativa de prestação jurisdicional
  • Advocacia predatória
  • Horas extras

Ementa

I - RECURSO DE REVISTA - REGÊNCIA PELA LEI Nº 13.467/2017 - INVERSÃO LÓGICO-JURÍDICA NA ORDEM DE JULGAMENTO. CONTRATO DE COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS E SERVIÇOS. TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS. INEXISTÊNCIA. TRANSCENDÊNCIA POLÍTICA RECONHECIDA. A jurisprudência desta Corte Superior é firme no sentido de que o contrato comercial para venda de produtos e serviços das concessionárias de telecomunicações não se confunde com a terceirização de serviços, sendo inaplicável à espécie o entendimento consolidado na Súmula 331 do TST. Recurso de revista de que se conhece e a que se dá provimento II - AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA - REGÊNCIA PELA LEI Nº 13.467/2017. NULIDADE PROCESSUAL POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. Deixa-se de examinar a referida arguição de nulidade processual, por força do que determina o § 2º do art. 282 do CPC. ADVOCACIA PREDATÓRIA. SÚMULA 126 DO TST - HORAS EXTRAS. CARGO DE CONFIANÇA – LIMITAÇÃO DA CONDENAÇÃO AOS VALORES ATRIBUÍDOS À CAUSA. TEMAS PREJUDICADOS. Nega-se provimento ao agravo de instrumento quando não demonstrada a viabilidade do processamento do recurso de revista. Agravo de instrumento a que se nega provimento.

Decisão

Acordam os Ministros por unanimidade, mediante inversão lógico-jurídica na ordem de julgamento: I - conhecer do recurso de revista quanto ao tema ¿RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. CONTRATO DE COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS E SERVIÇOS¿, por má-aplicação da Súmula 331, IV, do TST, e, no mérito, dar-lhe provimento para afastar responsabilidade subsidiária da reclamada CLARO S.A. pelo adimplemento das parcelas deferidas na presente ação; II ¿ negar provimento ao agravo de instrumento. Brasília, 13 de outubro de 2026. SERGIO PINTO MARTINS Ministro Relator

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