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Jurisprudências

STJAgInt nos EDcl no AREsp 2.712.381

Contrato educacional: confissão de dívida

Relator(a): Raul Araújo

  • Direito Civil
  • Processo Civil
  • Contrato educacional
  • Confissão de dívida
  • Novação não presumida
  • Ausência de intenção de novar
  • Legislação de ensino
  • Técnica processual de julgamento

Ementa

DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CONTRATO EDUCACIONAL. CONFISSÃO DE DÍVIDA. NOVAÇÃO NÃO PRESUMIDA. AUSÊNCIA DE INTENÇÃO DE NOVAR. REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS E DE ELEMENTOS FÁTICO-PROBATÓRIOS. SÚMULA 7 DO STJ. LEGISLAÇÃO DE ENSINO. EXAME DE MÉRITO PREJUDICADO. TÉCNICA PROCESSUAL DE JULGAMENTO. PRECEDENTE. PRINCÍPIO GERAL DAS OBRIGAÇÕES. DISTINÇÃO NÃO CONFIGURADA. RECURSO DESPROVIDO.

1. A aferição do ânimo de novar exige o exame de cláusulas contratuais e circunstâncias negociais, cuja conclusão na origem pela inexistência de intenção de extinguir a dívida atrai o óbice de reexame fático-probatório da Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça (art. 361 do Código Civil).

2. O impedimento de admissibilidade do recurso afasta a necessidade de análise das teses de mérito correlatas, o que legitima a aplicação da técnica processual de julgamento e descaracteriza a omissão quanto à Lei nº 9.870/99.

3. A distinção jurídica é inviável porque o precedente reflete o princípio geral das obrigações de que a renegociação não presume novação, sendo que a confissão para rematrícula reforça o caráter de mera confirmação do débito preexistente.

4. Agravo interno desprovido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 25/08/2026 a 31/08/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira, Luís Carlos Gambogi (Desembargador Convocado do TJMG) e João Otávio de Noronha votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.

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