STJAgRg no HC 1.117.145
Furto qualificado tentado: prisão preventiva
Relator(a): Nilsoni de Freitas (desembargadora Convocada do Tjdft)
- Processo Penal
- Direito Penal
- Furto qualificado tentado
- Prisão preventiva
- Fundamentação idônea
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. FURTO QUALIFICADO TENTADO. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto contra a decisão que denegou a ordem, mantendo a prisão preventiva.
2. Agravante preso preventivamente pela suposta prática do crime de furto qualificado tentado de uma motocicleta.
3. A questão em discussão consiste em saber se há fundamentos concretos e idôneos para a prisão preventiva.
III. Razões de decidir
4. A prisão preventiva, medida excepcional, está justificada, pois invocou o Magistrado singular a reiteração delitiva do agravante, o qual possui extensa folha de antecedentes criminais. Pontuou o juiz que se trata "de custodiado multirreincidente específico e portador de antecedentes negativos em crimes de natureza patrimonial, tendo sido condenado em definitivo por crimes de furto e tráfico. Verifica-se, ademais, ao que tudo indica, que estava em cumprimento de pena quando da prática do novo delito".
5. A lei processual penal (art. 312, § 3º, IV, do CPP) prevê, expressamente, a utilização de inquéritos policiais e ações penais em andamento na aferição da necessidade da prisão processual.
6. A prática de novo delito doloso durante o cumprimento da pena por anterior ilícito penal constitui fundamento idôneo para a decretação da prisão preventiva. A situação se ajusta ao art. 313, II, do Código de Processo Penal.
IV. Dispositivo
7. Agravo regimental desprovido.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 15/10/2026 a 22/10/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs. Ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz e Carlos Pires Brandão votaram com a Sra. Ministra Relatora. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.