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Jurisprudências

STFRMS 40.201 AgR

Anistia: revisão

Relator(a): Gilmar Mendes

Ementa

Direito administrativo e processual civil. Agravo regimental no recurso ordinário em mandado de segurança. Anistia. Revisão. Ausência de comprovação do direito líquido e certo. Violação aos princípios da dignidade da pessoa humana, da proteção ao idoso e da razoabilidade. Inocorrência. Agravo regimental desprovido.

I. Caso em exame

1. Discute-se sobre a ocorrência de violação aos princípios constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa no processo administrativo de revisão de anistia do impetrante, notadamente em relação à apreciação da defesa por ele apresentada, bem como sobre eventual violação aos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da proteção ao idoso e da razoabilidade.

2. Recurso ordinário em mandado de segurança denegado.

II. Questão em discussão

3. A questão em discussão consiste em saber se a decisão agravada teria incorrido em equívoco ao afastar a existência de direito líquido e certo do impetrante, ora agravante, no que diz respeito à alegada violação aos princípios constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, bem como aos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da proteção ao idoso e da razoabilidade.

III. Razões de decidir

4. O Superior Tribunal de Justiça assentou a possibilidade de a Administração rever atos administrativos supostamente ilegais, mas consignou não ser possível afirmar que houve apresentação de defesa por parte do impetrante, ora agravante, o que denota a ausência de comprovação do direito líquido e certo ora pleiteado.

5. Inocorrência de cerceamento de defesa, pois, no caso, não houve a juntada de documento jurídico válido e idôneo para fins de demonstrar de forma cabal o direito à manutenção da anistia, o qual seria apto a ensejar a reforma do julgado.

6. Hipótese em que, para se entender de forma diferente do acórdão impugnado, seria necessária dilação probatória, o que torna inviável este recurso em mandado de segurança.

7. Inocorrência da alegada violação aos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da proteção ao idoso e da razoabilidade, pelo ato coator que anulou a portaria, sendo inviável o reexame de matéria fática objeto de processo administrativo, em sede de mandado de segurança, já que a atuação do Poder Judiciário deve limitar-se a verificar eventual ilegalidade no ato coator que, no caso, não restou provada.

IV. Dispositivo

8. Agravo regimental desprovido.

Decisão

A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Gilmar Mendes. Segunda Turma, Sessão Virtual de 6.6.2025 a 13.6.2025.

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