STJAgRg no HC 1.052.515
Prisão preventiva: alegação de negativa de autoria e insuficiência de provas
Relator(a): Carlos Pires Brandão
- Processo Penal
- Direito Penal
- Prisão preventiva
- Alegação de negativa de autoria e insuficiência de provas
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. ALEGAÇÃO DE NEGATIVA DE AUTORIA E INSUFICIÊNCIA DE PROVAS. RECURSO IMPROVIDO.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que denegou ordem de habeas corpus, mantendo a prisão preventiva pela suposta prática do crime de posse de arma de fogo com numeração suprimida.
2. O agravante sustenta a existência de álibi comprovado por imagens de segurança, a ausência de indícios de autoria, e a ilegalidade da custódia baseada em atos infracionais e gravidade abstrata.
II. Questão em discussão
3. A questão em discussão consiste em verificar se a análise de prova documental de negativa de autoria é cabível em habeas corpus e se a existência de atos infracionais e a prática de novo crime durante liberdade provisória justificam a prisão preventiva.
III. Razões de decidir
4. A decisão agravada não merece reforma, uma vez que a tese de negativa de autoria, amparada em conflito de horários entre imagens de segurança e o registro policial, demanda dilação probatória incompatível com o rito célere do habeas corpus
5. A segregação cautelar encontra-se devidamente fundamentada na garantia da ordem pública, ante o risco real de reiteração delitiva, demonstrado pelo histórico de atos infracionais do agente e pela circunstância de ter voltado a delinquir enquanto gozava de liberdade provisória por outro delito
6. A utilização de atos infracionais pretéritos constitui fundamentação idônea para justificar a prisão preventiva, conforme entendimento consolidado na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.
IV. Dispositivo
7. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 26/02/2026 a 04/03/2026, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Carlos Pires Brandão. Os Srs. Ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz e Antonio Saldanha Palheiro votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.