STJAgRg no HC 1.055.132
Estupro de vulnerável: pleito de absolvição e redução de pena
Relator(a): Carlos Pires Brandão
- Direito Penal
- Processo Penal
- Estupro de vulnerável
- Pleito de absolvição e redução de pena
- Inviabilidade
- Causa de aumento do art. 226, II, do CP
- Relação de autoridade caracterizada
Ementa
DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. PLEITO DE ABSOLVIÇÃO E REDUÇÃO DE PENA. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE. CAUSA DE AUMENTO DO ART. 226, II, DO CP. RELAÇÃO DE AUTORIDADE CARACTERIZADA. REGIME FECHADO MANTIDO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto por contra decisão monocrática que não conheceu do habeas corpus impetrado contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
2. O agravante sustenta a atipicidade da conduta, a fragilidade probatória para a condenação, o afastamento da majorante decorrente do parentesco/autoridade e a possibilidade de fixação de regime prisional mais brando.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
3. A questão em discussão consiste em verificar se a decisão monocrática que não conheceu do writ deve ser mantida ante a necessidade de reexame de provas e conformidade com a jurisprudência do STJ.
III. RAZÕES DE DECIDIR
4. A decisão agravada não merece reforma, uma vez que a análise das teses de absolvição por insuficiência de provas ou atipicidade demandaria incursão profunda no acervo fático-probatório, o que é vedado na via do habeas corpus.
5. A incidência da majorante do art. 226, II, do CP justifica-se pela relação de autoridade e confiança decorrente do vínculo familiar por afinidade e convivência, conforme apurado pelas instâncias ordinárias.
6. O regime inicial fechado é impositivo diante do montante da pena aplicada e da reincidência do agente, não havendo ilegalidade a ser sanada.
IV. DISPOSITIVO
7. Agravo regimental não provido. Legislação relevante citada: Código Penal, arts. 33, § 2º, "a", 213, § 1º, e 226, inciso II.
Decisão
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 26/02/2026 a 04/03/2026, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Carlos Pires Brandão. Os Srs. Ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz e Antonio Saldanha Palheiro votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.