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Jurisprudências

STJAgRg no REsp 2.247.406

Homicídio qualificado: alegação de ausência de animus necandi

Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca

  • Processo Penal
  • Direito Penal
  • Homicídio qualificado
  • Alegação de ausência de animus necandi
  • Necessidade de revolvimento fático-probatório
  • Manutenção pela corte local com base em elementos concretos
  • Alinhamento com a jurisprudência

Ementa

PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE ANIMUS NECANDI. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. DECOTE DAS QUALIFICADORAS DO MOTIVO TORPE E DO RECURSO QUE DIFICULTOU A DEFESA DA VÍTIMA. MANUTENÇÃO PELA CORTE LOCAL COM BASE EM ELEMENTOS CONCRETOS. ALINHAMENTO COM A JURISPRUDÊNCIA. SÚMULA 83/STJ. ART. 419 DO CPP. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282/STF E 211/STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

1. A pretensão de desclassificação do delito por ausência de animus necandi demanda reexame do conjunto fático-probatório, providência vedada na via especial. Incidência da Súmula 7/STJ.

2. O afastamento das qualificadoras reconhecidas na pronúncia somente é possível quando manifestamente improcedentes, o que não se verifica na espécie. Conclusão da Corte local em consonância com a orientação desta Corte. Incidência da Súmula 83/STJ.

3. A alegada violação ao art. 419 do CPP não foi apreciada pelo Tribunal de origem e não houve indicação de afronta ao art. 619 do CPP nas razões do especial, configurando ausência de prequestionamento. Incidência das Súmulas 282/STF e 211/STJ.

4. Agravo regimental não provido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 18/06/2026 a 24/06/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

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