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Jurisprudências

STJAgRg no AREsp 3.315.987

Violência doméstica e familiar contra a mulher: lesão corporal (art. 129, § 13, do CP)

Relator(a): Rogerio Schietti

  • Direito Penal
  • Direito de Família
  • Violência doméstica e familiar contra a mulher
  • Lesão corporal (art. 129, § 13, do CP)
  • Suficiência probatória
  • Impossibilidade de revolvimento fático-probatório
  • Livre convencimento motivado
  • Deficiência de fundamentação quanto à ausência de dolo

Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER. LESÃO CORPORAL (ART. 129, § 13, DO CP). SUFICIÊNCIA PROBATÓRIA. PALAVRA DA VÍTIMA CORROBORADA POR LAUDO PERICIAL E DEPOIMENTO TESTEMUNHAL. IMPOSSIBILIDADE DE REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7 DO STJ. ART. 155 DO CPP. LIVRE CONVENCIMENTO MOTIVADO. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO À AUSÊNCIA DE DOLO. SÚMULA N. 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

1. A palavra da vítima, quando harmônica com os demais elementos de prova, possui especial relevância em delitos praticados no contexto de violência doméstica, mormente quando há laudo pericial corroborando a dinâmica narrada.

2. O reconhecimento de insuficiência de provas, de excludente de ilicitude ou de atipicidade por ausência de dolo, nas circunstâncias delineadas, demanda revolvimento do acervo fático-probatório, providência vedada em recurso especial (Súmula n. 7 do STJ).

3. No processo penal, vigora o princípio do livre convencimento motivado, sendo vedada a condenação fundada exclusivamente em elementos informativos colhidos na fase inquisitorial (art. 155 do CPP), o que não se verificou no caso concreto, em que houve robusta prova judicializada.

4. A ausência de indicação de julgados paradigmas e das respectivas teses, quando se invoca a alínea "c" do art. 105, III, da Constituição Federal, bem como a deficiência na demonstração objetiva da violação de lei federal, atraem, por analogia, a incidência da Súmula n. 284 do STF.

5. Agravo regimental não provido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Carlos Pires Brandão, Nilsoni de Freitas (Desembargadora Convocada do TJDFT), Og Fernandes e Sebastião Reis Júnior votaram com o Sr. Ministro Relator.

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