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Jurisprudências

STJAgRg no AREsp 2.952.049

Estupro de vulnerável: prisão preventiva

Relator(a): Sebastião Reis Júnior

  • Processo Penal
  • Direito Penal
  • Estupro de vulnerável
  • Prisão preventiva
  • Revogação pelo tribunal de origem
  • Restabelecimento em decisão monocrática
  • Impugnação específica dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade
  • Revaloração jurídica de fatos incontroversos

Ementa

AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSO PENAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. PRISÃO PREVENTIVA. REVOGAÇÃO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. RESTABELECIMENTO EM DECISÃO MONOCRÁTICA. SÚMULA 182/STJ. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. REVALORAÇÃO JURÍDICA DE FATOS INCONTROVERSOS. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA. MODUS OPERANDI. PERICULOSIDADE SOCIAL. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS. INSUFICIÊNCIA.

1. Não incide o óbice da Súmula 182/STJ quando a parte agravante impugna especificamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial, demonstrando o equívoco na aplicação de enunciado sumular e defendendo a tese de que a controvérsia dos autos se cinge à revaloração jurídica dos fatos, e não ao reexame de provas.

2. A revaloração da prova ou de dados fáticos explicitamente admitidos e delineados no acórdão recorrido não implica o reexame do conjunto fático-probatório, mas apenas a reanálise do critério jurídico empregado na qualificação dos fatos, sendo, portanto, uma questão de direito que não esbarra no óbice da Súmula 7/STJ.

3. Agravo regimental improvido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 25/09/2025 a 01/10/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.Os Srs. Ministros Rogerio Schietti Cruz, Antonio Saldanha Palheiro, Carlos Pires Brandão e Og Fernandes votaram com o Sr. Ministro Relator.Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior.

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