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Jurisprudências

STJAgRg no AREsp 2.868.636

Negativa de prestação jurisdicional: não ocorrência

Relator(a): Reynaldo Soares da Fonseca

Ementa

PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. NÃO OCORRÊNCIA. ALEGAÇÕES DE AUSÊNCIA DE DOLO, DESCLASSIFICAÇÃO PARA O ART. 312, § 2º, DO CP, NULIDADE POR DERIVAÇÃO DE PROVAS DO PAD, SUSPEIÇÃO E TESTEMUNHO INDIRETO. SÚMULA 7/STJ. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. DOSIMETRIA. CIRCUNSTÂNCIAS E CONSEQUÊNCIAS CONCRETAS. SÚMULA 83/STJ. DISSÍDIO PREJUDICADO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

1. O acórdão que julgou os embargos de declaração enfrentou as teses suscitadas, não havendo omissão, contradição ou obscuridade aptas a caracterizar negativa de prestação jurisdicional.

2. As pretensões de absolvição por ausência de dolo e de desclassificação para o peculato culposo, bem como as alegações de nulidade por derivação das provas do PAD e de invalidade da prova testemunhal por suspeição ou por uso de testemunhos indiretos, demandam reexame do conjunto fático-probatório, providência inviável na via especial, à luz da Súmula 7/STJ.

3. A manutenção da pena-base acima do mínimo legal, pela valoração concreta das circunstâncias e das consequências do crime (modus operandi ardiloso e premeditado e prejuízo superior a R$ 400.000,00), está em conformidade com a jurisprudência desta Corte, atraindo a incidência da Súmula 83/STJ.

4. O dissídio jurisprudencial fica prejudicado, pois "o mesmo óbice imposto à admissão do recurso pela alínea a do permissivo constitucional impede a análise recursal pela alínea c" (AgInt no AREsp n. 1.989.615/SP, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJe de 28/4/2022).

5. Agravo regimental não provido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

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