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Jurisprudências

STJAgRg no HC 1.075.775

Homicídio qualificado e posse irregular de arma de fogo

Relator(a): Og Fernandes

  • Processo Penal
  • Direito Penal
  • Direito Civil
  • Homicídio qualificado e posse irregular de arma de fogo
  • Prisão preventiva
  • Gravidade concreta da conduta
  • Modus operandi violento
  • Risco de reiteração delitiva
  • Garantia da ordem pública

Ementa

PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO E POSSE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO. PRISÃO PREVENTIVA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA. MODUS OPERANDI VIOLENTO. RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS INSUFICIENTES. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.

1. A prisão preventiva pode ser decretada antes do trânsito em julgado da sentença condenatória desde que estejam presentes os requisitos previstos no art. 312 do CPP.

2. Foram constatados elementos concretos capazes de justificar a privação cautelar da liberdade, evidenciada pela prática de homicídio consumado mediante golpes de faca, circunstância que revela especial periculosidade e justifica a segregação para garantia da ordem pública.

3. O modus operandi violento, aliado às circunstâncias posteriores ao fato, como a limpeza célere do local e o ambiente de intimidação de testemunhas, demonstra risco concreto à regular instrução processual e reforça a necessidade da custódia cautelar.

4. O histórico criminal do agravante, somado ao fato de estar em liberdade provisória recentemente concedida, constitui elemento concreto apto a evidenciar risco de reiteração delitiva, legitimando a prisão preventiva.

5. A valoração do histórico criminal pelo Juízo de origem não se restringe à reiteração de delitos da mesma natureza, mas decorre da análise global do conjunto probatório e do contexto fático-processual.

6. A alegação de equívoco na apreciação do histórico criminal demanda reexame aprofundado de fatos e provas, providência incompatível com a via estreita do habeas corpus, destinada ao controle de ilegalidade manifesta.

7. A prisão preventiva regularmente fundamentada nos requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal não configura afronta ao princípio da presunção de inocência nem antecipação indevida da pena.

8. Condições pessoais favoráveis e a possibilidade abstrata de aplicação de medidas cautelares diversas não afastam a custódia preventiva quando presentes os requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal.

9. Agravo regimental improvido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 11/06/2026 a 17/06/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz, Carlos Pires Brandão e Nilsoni de Freitas (Desembargadora Convocada do TJDFT) votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.

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