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Jurisprudências

STJAgRg no RHC 211.840

Nulidade processual por ausência de intimação pessoal eficaz

Relator(a): Og Fernandes

  • Processo Penal
  • Direito Penal
  • Nulidade processual por ausência de intimação pessoal eficaz
  • Revelia
  • Defesa por defensoria pública
  • Matéria já exaurida em recursos anteriores

Ementa

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EM HABEAS CORPUS. NULIDADE PROCESSUAL POR AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PESSOAL EFICAZ. REVELIA. DEFESA POR DEFENSORIA PÚBLICA. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL APÓS TRÂNSITO EM JULGADO. MATÉRIA JÁ EXAURIDA EM RECURSOS ANTERIORES. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.

1. A mera alegação de deficiência da defesa técnica, em contexto em que o acusado foi assistido por advogado constituído e, posteriormente, pela Defensoria Pública, somente gera nulidade se demonstrado prejuízo concreto, nos termos da Súmula n. 523 do STF.

2. No caso, o paciente foi devidamente citado, constituiu advogado, apresentou resposta à acusação, arrolou testemunhas, compareceu à audiência de instrução e julgamento e participou integralmente da fase instrutória, demonstrando ciência inequívoca do processo e do teor da acusação.

3. A pretensão de reapreciação, por meio de habeas corpus, de questões anteriormente submetidas e já repelidas pelo Superior Tribunal de Justiça em recursos especiais e agravos em recurso especial configura indevido reexame de matéria exaurida, não se prestando o writ a viabilizar nova submissão da causa a esta Corte Superior por via oblíqua.

4. Agravo regimental improvido.

Decisão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 16/04/2026 a 22/04/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz e Carlos Pires Brandão votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão. Não participou do julgamento o Sr. Ministro Antonio Saldanha Palheiro.

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